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Entrevistas

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
 

Recife Metal Law - O seu portal de informação!

 

REVANGER



Essa entrevista já deveria ter sido postada há um bom tempo. Mais precisamente quando essa grata revelação potiguar lançou seu material de estreia: o ótimo EP “Gladiator”. Por um descuido (obviamente não proposital) acabei não publicando a matéria na época. Então eu e banda decidimos por atualizar a entrevistar e abordar, também, o lançamento de seu primeiro álbum, “Be Quiet”, lançado este ano. O RevAnger vem de Mossoró e de seu surgimento, em 2015, para cá, venho moldando sua sonoridade, sem fugir, em demasia, do que era a proposta apresentada no seu EP. Mudanças na formação, muitos shows e uma banda que demonstra qualidade acima da média e uma música empolgante em seus lançamentos. Conheçam um pouco mais sobre o RevAnger.


Recife Metal Law – Vamos começar pelo nome da banda. Várias bandas traz o “revenge” em sua nomenclatura. Essa seria a razão para o nome RevAnger, uma mescla entre vingança e fúria?
Patrick Raniery -
Precisamente! É um trocadilho entre as palavras “revenge” e “anger”, algo que nos foi proposto pelo nosso baterista, à época, Vicente Andrade (Bones In Traction/Heavenless), e que nos pareceu bastante forte e autêntico.

Recife Metal Law – A banda é bem nova mesmo, já que surgiu em 2015. Antes do RevAnger, seus integrantes já haviam composto outras bandas?
Patrick -
Sim, como mencionei anteriormente o baterista, à época, Vicente Andrade, é do Bones In Traction/Heavenless; o vocalista Patrick Raniery já cantou no Seyfer (extinta banda de Metal tradicional de Mossoró/RN) e todos os outros integrantes tiveram experiências com projetos solos e/ou covers diversos.

Recife Metal Law – Sendo uma banda novata, como foi o processo criativo do EP de estreia, lançado no mesmo ano de sua formação?
Patrick -
Foi bem interessante, pois antes formávamos uma banda cover de Classic Rock, a F10 Rock Music, mas já tínhamos em mente compor canções autorais, que acabaram se misturando ao repertório da F10. A partir daí vimos à necessidade de mudar o nome da banda para uma coisa mais original. Então as canções novas começaram a surgir nessa mescla de influências entre o Hard Rock e o Heavy Metal. Alguns componentes já tinham algo escrito há certo tempo e que acabaram entrando no processo também. Então foi uma coisa meio que natural e meio que na pressão mesmo. (risos)

Recife Metal Law – Primordialmente já havia planos de qual estilo seguir e qual o estilo a ser seguido?
Patrick -
Se você levar em consideração a linha da F10, então teríamos uma forte tendência a uma coisa mais Rock n’ Roll, no entanto com as várias influências inerentes à cada componente da banda vimos que começava a se desenvolver uma coisa mais voltada para o Heavy Metal tradicional e, de certa forma, acabou sendo interessante, pois acho e/ou as pessoas percebem isso no nosso som, uma coisa meio Hard/Heavy.

Recife Metal Law – Falando no estilo, o RevAnger faz um Heavy Metal com riffs e levadas calcados na malícia do Hard Rock. Essa mistura foi intencional ou surgiu espontaneamente?
Patrick -
Foi bastante espontâneo devido às variadas influências musicais de cada integrante da banda. Não sentamos numa mesa e elaboramos um plano para dominar o mundo. (risos) Foi acontecendo de forma natural a cada composição e quando tudo terminou o resultado ficou excelente.

Recife Metal Law – O EP “Gladiator” começa com a instrumental “Enter Hades”. Qual a razão para começar o EP com uma faixa instrumental? Vocês assim o decidiram para não ter que colocar alguma espécie de “Intro”?
Patrick -
Não exatamente dessa forma. Na verdade a faixa instrumental foi acontecendo paralelamente às outras canções, pois ela estava sendo composta pelos guitarristas e pelo baterista numa intenção inicial de ser um faixa cantada, mas quando fomos passá-la num primeiro momento decidimos que seria uma instrumental e mais tarde decidimos que poderia ser a faixa de abertura de um trabalho. Não tinha nenhuma razão específica de ser a faixa de abertura. Poderia ser no final também, mas no processo de montagem do ‘track list’, vimos que a faixa funcionava perfeitamente para abrir o trabalho.

Recife Metal Law – Apesar do título e da capa do EP, as letras de “Gladiator” não são influenciadas por batalhas ou temas medievais. Então, por que colocar um título e uma capa que leva a acreditar que a temática lírica da banda é calcada em batalhas e temas medievais?
Patrick -
Não vejo dessa forma. O EP “Gladiator” não é um trabalho conceitual, pois as músicas que compõem o EP já estavam prontas antes da própria faixa “Gladiator” ser concebida, musicalmente falando. No entanto a faixa “Gladiator” fala sobre a vida de um gladiador romano, desde sua captura como escravo de guerra até a sua morte gloriosa na arena, e ela acabou se tornando uma das nossas preferidas. Esse foi o motivo principal de trabalharmos a arte do EP nessa linha; além de ser uma figura forte e bem característica ao estilo.

Recife Metal Law – Ainda sobre as letras, apenas uma música foi apresentada em português, “Chuva de Balas”, e justamente a que encerra o EP. Por que colocar uma música em português nesse material?
Patrick -
Pode parecer complexo tentar explicar como as coisas funcionam numa banda de Rock. Às vezes as coisas acontecem de forma muito espontânea e, apesar de “Chuva de Balas” ter sido composta em português, tentamos adaptá-la ao inglês em determinado momento, mas não ficou muito agradável à sonoridade poética da canção. Coisa, por exemplo, que não ocorreu em “The Evil Song”, que era inicialmente em português, mas ficou ótima em inglês. Então é isso que importa no final das coisas: a sonoridade certa. O fato de ser a última do EP foi apenas detalhes mesmo da montagem do ‘track list’, coisa da produção mesmo.

Recife Metal Law – Essa música é a que mais destoa, já que a sua sonoridade é praticamente um Thrash Metal. E sua letra (ao menos foi assim que eu a interpretei) é uma ode ao Cangaço. Qual a importância dessa música para o ‘track list’ regular do EP?
Patrick -
Bom, essa faixa é de suma importância no ‘track list’ do EP, pois mostra justamente isso que você mesmo notou: a diversidade musical que é a RevAnger. Nossos integrantes têm uma formação musical muito eclética e isso acaba influenciando nossa música. Essa faixa remete também a nossa origem; somos uma banda de Hard/Heavy nordestina, da cidade de Mossoró/RN, onde existe toda uma tradição de festejos alusivos ao regionalismo cultural baseado na invasão de Lampião à cidade no final dos anos de 1920 e essa faixa funciona muito bem ao vivo.

Recife Metal Law – O EP foi gravado na própria cidade da banda, Mossoró/RN, no Mamba Negra Estúdio. Achei a produção sonora bem nivelada. O resultado final foi satisfatório, tendo em vista que toda a parte instrumental ficou bem equalizada e audível?
Patrick -
Sim, foi muito satisfatório para nós. Claro que estamos sempre num processo evolutivo e somos muito críticos com nós mesmos para que essa evolução chegue num nível de perfeição, se isso for possível em música. (risos) Mas para um trabalho inicial não poderia ter sido melhor.

Recife Metal Law – Sem perder muito tempo, a banda acaba de lançar seu primeiro álbum de inéditas. O que “Be Quiet” traz que não consta no EP?
Patrick -
Em “Gladiator” estávamos nos descobrindo como banda e tinha toda aquela empolgação do primeiro trabalho, etc. Em “Be Quiet” já sabíamos o que queríamos em relação à sonoridade que estávamos buscando; houve um amadurecimento nosso enquanto músicos.

Recife Metal Law – As mudanças mais nítidas que percebi foram na formação e uma linha sonora que, mesmo ainda trazendo algumas nuances do Hard Rock, soa mais Heavy Metal, algumas vez mais densas, diria tensas em algumas músicas. Primeiramente falando sobre mudanças na formação, o que houve e quais os benefícios que os novos integrantes trouxeram para o RevAnger?
Patrick -
Trocamos o baixista e o baterista e ganhamos com isso músicos mais técnicos e experientes que se encaixaram perfeitamente dentro da nova linha musical apresentada, além de um novo compositor (Rodrigo Fontes, baixo) que ajudou bastante no processo criativo trazendo, inclusive, uma música que compôs o ‘track list’ do álbum.

Recife Metal Law – Sobre o direcionamento musical, quando da composição das novas músicas, vocês já as trabalharam pensando em não soar, em demasia, como na estreia?
Patrick -
Certamente que sim. Somos uma banda bastante eclética e com várias ideias para serem trabalhadas e isso é apenas o início, pois quando um álbum está sendo montado outro já está na agulha, (risos) com um novo direcionamento. Para nós é assim que funciona.

Recife Metal Law – Músicas como “Be Quiet” e “Rapid Killer”, as duas primeiras do álbum de estreia, têm uma pegada mais rápida. Isso foi proposital para abrir o álbum com músicas mais fortes e velozes?
Patrick -
Isso mesmo. Estudamos bastante o ‘track list’ e, apesar de saber que independentemente da sequência, o álbum teria a mesma força que pretendíamos alcançar, além de termos gostado muito desse início poderoso e empolgante.

Recife Metal Law – Digo músicas mais fortes, porém esse primeiro álbum traz dez temas bem fortes, inclusive a tensa “Decapitation” e a puro Heavy Metal “Nosferatu”. A banda não segue fórmulas, mas fez um disco coeso, pesado, sem falhas. Quais músicas estão chamando mais atenção, seja no disco ou ao vivo?
Patrick -
Obrigado pelo sem falhas. (risos) E apesar de temas diferentes realmente é essa coesão musical o grande diferencial do álbum. Músicas como “Be Quiet”, “Decapitation”, “The Dog Of The Dead”, “Valhalla”, “Templar Knights” e “Nosfertau” são ótimas, tanto no disco quanto ao vivo, apesar de gostar de todas as outras. (risos) Na verdade, não me canso de escutar todo o álbum e o melhor é que muita gente tem essa mesma impressão. Então acredito que acertamos na ambiência, pois conseguimos criar essa atmosfera viciante no som do álbum.

Recife Metal Law – Apesar de vocês terem gostado da gravação do EP, o álbum de estreia foi gravado num estúdio diferente. Por que a mudança de estúdio?
Patrick -
Bom, estamos sempre buscando evoluir musicalmente e o Nevada Studio nos apresentou, no momento, o que precisávamos para ir em direção a essa evolução. O Daniel Tavares nos ajudou bastante com algumas ideias, inclusive ele faz um solo de guitarra numa canção, “Templar Knights”. O trabalho de edição/mixagem dele foi primoroso.

Recife Metal Law – Liricamente “Be Quiet” é bem diversificado, falando sobre batalhas internas (“Rapid Killer”), batalhas épicas (“Templar Knights”), batalhas inúteis (“Decapitation”)... Bem, falei que a temática é diversificada, mas parece que algum tipo de batalha os inspira. Estou correto?
Patrick -
Na verdade não tinha percebido isso. (risos) Mas, particularmente, sempre gostei dessa questão da dualidade entre o bem e o mal, o certo e o errado, a atitude e a hesitação. Parece um amplo espectro de trabalho e criatividade, mas não são apenas as batalhas em si e sim a mensagem que é passada de forma diferente a cada ouvinte. Cada audição é sentida diferente de pessoa para pessoa e isso é incrível, pois se cria uma ampla abstração dos temas.

Recife Metal Law – A parceria com o selo Rising Records foi mantida. Como vocês avaliam essa parceria para o futuro do RevAnger?
Patrick -
Conseguimos muitas coisas com “Be Quiet”, inclusive uma parceria com um selo argentino, a Polution Records, que também lançou “Be Quiet” por lá. Nosso nome se propagou de uma forma interessante, mas não diria inesperada, pois já sabíamos da força que o álbum teria e muito disso se deveu a essa parceria com a Rising Records. Então estamos bastante satisfeitos e a expectativa só aumenta com o que pode acontecer no futuro.

Recife Metal Law – Quais são os próximos passos da banda e principais desafios após o lançamento do álbum de estreia?
Patrick -
Muito ainda tem o que ser feito com “Be Quiet” e ainda estamos colhendo os frutos desse trabalho com muitos shows e um reconhecimento como banda surpreendente, tanto a nível nacional quanto internacional. Através da Polution Records o álbum chegou ao Japão e, apesar de “Be Quiet” não ser um capítulo passado, já estamos trabalhando novas composições para um vindouro álbum, dessa vez com a produção sob a tutela do grande Thiago Bianchi (Noturnall), que nos fez uma proposta irrecusável para gravarmos no Estúdio Fusão em São Paulo. É dessa forma que funcionamos; a RevAnger não para! (risos) Apesar de mais uma mudança na formação, estamos trabalhando duro para manter o nome RevAnger sempre em alta.

Site: www.facebook.com/RevAnger01

Entrevista por Valterlir Mendes
Fotos: Divulgação

 
 
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