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Entrevistas

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
 

Recife Metal Law - O seu portal de informação!

 

DARKSIDE



A banda cearense Darkside é o que se pode chamar de sobrevivente do Underground. Foi formada em 1991, mudou de nome, mudou de grafia no nome original, interrompeu atividades por um curto período... Muitas formações no decorrer dos anos passaram pela banda e ela continua, aí, firme e forte, superando cada percalço, pulando cada pedregulho que surge no caminho. E tudo isso parece refletir em sua música, que se torna cada vez mais forte, porém sem deixar de lado suas raízes fincadas no Thrash/Heavy Metal. Durante quase seus trinta anos de existência, o guitarrista Tales Groo sempre se manteve à frente da Darkside e ele que nos fala um pouco mais sobre a atual situação da bandas, novos lançamentos, um pouco de sua história, haja vista que o seu novo trabalho, “Fragments of Madness... At the Gates of Time”, é um disco que faz uma releitura de suas antigas Demos.


Recife Metal Law - A Darkside passou por um período turbulento, inclusive sendo anunciado o encerramento de suas atividades. Terminado esse período, qual a lição que foi tirada?
Tales Groo -
Antes de qualquer coisa, fique com as nossas saudações Valterlir! De fato, a Darkside passou por momentos estranhos no início de 2016 com a decisão do Marcelo Falcão (vocalista) deixar a banda. Cheguei a divulgar o fim das atividades com um show de despedida, mas outros convites para despedidas foram rolando e ele (Marcelo) foi ficando, ficando... Aí chegou o momento dele realmente cair fora, imediatamente após terminar suas partes nas gravações do “Fragments of Madness... At the Gates of Time”. E com isso veio o instinto de sobrevivência, de não deixar a banda “se afogar na praia”. Testamos uma dezena de vocalistas e o cenário era desolador, pois os que se saíram bem não tinham a atitude sintonizada com a da banda.

Recife Metal Law - Falando em atribulações, a banda resiste ao tempo. Muitas formações já passaram pela Darkside, mas você permanece forte, ativo. Essa é a razão para que a banda se mantenha ativa por tantos anos: ter o seu fundador lutando sempre por ela?
Tales -
Não sou exatamente o fundador e nunca quis ter liderança em nada, mas fui ficando para trás com a minha teimosia de sempre fazer os ajustes necessários para que a Darkside saísse de seu limbo.

Recife Metal Law - Antes do anúncio do já mencionado fim das atividades, a banda chegou a lançar o álbum “The Apocalypse Bell Part II - Legacy of Shadows” em2015, já com a grafia “Darksyde”. A recepção positiva desse álbum foi essencial para que a banda pudesse seguir em frente?
Tales -
Acho que não. Até porque esse álbum não rendeu nada além de bons comentários. Não veio nenhuma turnê; nenhum cachê importante e nenhum investimento na banda. E não sei mensurar o quanto ele foi decisivo para que o nosso projeto cultural pudesse ser contemplado no edital da Secultfor de 2016.

Recife Metal Law - Falei sobre a grafia do nome da banda, que hoje voltou a ser Darkside. Realmente, o período entre o anúncio do fim das atividades e um recomeço foi bem intenso. Mas por que a mudança na grafia do nome da banda e depois o retorno ao que era?
Tales -
Decidi pelo “Y” após um conversa com uma banda ‘gringa’ de mesmo nome. Alguns meses depois isso acabou perdendo o sentido, pois eu mesmo sempre tinha dificuldade de escrever a grafia alterada, sempre acabava voltando pro “I”. Até que na hora de fazer a capa do “Live at Siara Hall” decidi inserir o logotipo com a grafia original. Na hora que liguei esse botão de “foda-se” foi um alívio tão bom que rendeu uma cerveja!

Recife Metal Law - Com diversas formações, na época, a banda fez diversas apresentações ao vivo. Como foi trabalhar/ensaiar com tantos músicos e o que isso trouxe de positivo para esses shows?
Tales -
O positivo de ter mudanças na formação é a oportunidade de tocar com gente nova e, assim, absorver suas influências. Sem falar, claro, nas boas amizades e momentos de divertimento que ficam para sempre!

Recife Metal Law - O mais recente lançamento é “Fragments of Madness... At The Gates of Time”, que nada mais é que um álbum que faz uma releitura das músicas das Demos “Fragments of Time” (1991) e “Gates to Madness” (1993). Com uma gravação atual se nota que a banda sempre carregou consigo essa levada Thrash/Heavy Metal. As músicas, quase chegando a 30 anos, ainda mantêm o seu poderio. Como foi trabalhar essas músicas e manter a sua essência intacta?
Tales -
A dificuldade foi me lembrar e registrar cada parte que eu não tocava há décadas, e mais difícil ainda foi escolher o que deveria ser alterado e de qual forma. Algumas dessas músicas tiveram cinco ou seis versões diferentes ao longo do período de pré-produção. Cada detalhe foi pensado e repensado e ainda assim houveram muitas mudanças na hora da gravação.

Recife Metal Law - O projeto foi regravar as músicas, porém trazendo os músicos responsáveis pelas gravações originais. Como foi juntar todo esse pessoal após tantos anos?
Tales -
O estalo que tive foi de chamar toda a galera que tocou na época. Só que alguns deles eu não vejo faz muito tempo; alguns não pegam nos instrumentos há décadas; outros sequer curtem mais Metal. Isso começou a perder força. As participações só puderam rolar com a galera que ainda estava mais próxima musical e pessoalmente.

Recife Metal Law - O encarte, muito bem produzido e informativo, diga-se, traz informações sobre o que versam as letras. Nota-se que, mesmo na época sendo uma banda jovem, havia a preocupação em escrever algo que transmitisse uma mensagem. Quais eram as inspirações iniciais da banda, liricamente falando?
Tales -
Allan Poe e Stephen King, num campo mais literário, e revolta contra religiões e sistemas exploradores em geral, numa área mais ideológica.

Recife Metal Law - Ainda sobre o encarte, ele praticamente conta a história inicial da banda. Há muitas curiosidades, fotos, as já mencionadas mensagens das letras... Ter o encarte dessa forma era necessário para que não se tratasse de uma mera regravação das antigas músicas?
Tales -
Exato! A história de uma banda não é só contada através de seu som, mas também pelas fotos, cartazes de shows e pelas impressões pessoais de quem a acompanhou ou se correspondeu no período. Revirando os encartes antigos, me deparei nos ‘Darkthanks’ com nomes do Metal nacional que ainda estão bastante ativos, como o Rolldão (Kill Again Records), Guga (Acclamatur Zine), Thony Sacrifice (AM) e Ricardo Batalha. Pedi para que fizessem um prefácio para cada uma das músicas, o que fui atendido de prontidão e fiquei surpreso com o que foi escrito!

Recife Metal Law - A arte da capa é sensacional! O desenho inicial é de Gil Santos, mas, ao que parece, a ideia da arte é sua. Fale um pouco mais sobre a imagem da capa, como ela surgiu, inspiração...
Tales -
Confesso que não tive uma ideia formada sobre a concepção da arte, felizmente. Até porque sempre que venho com alguma concepção nesse sentido, acabo reconhecendo que não serve. Por isso preciso contratar artistas que tragam a sua própria visão da coisa, como foi o caso do Gil Santos. O problema é que ele não finalizou do jeito que deveria. Precisei de muitas horas no photoshop para dar o acabamento que foi impresso.

Recife Metal Law - Com relação às músicas, todas carregam o Heavy e o Thrash Metal como linha sonora, como já mencionado. São músicas fortes, velozes, mas sem deixar de lado as típicas melodias, algo sempre presente na música da Darkside. Olhando para o passado, você esperava que essas músicas pudessem atravessar o tempo e ainda causar impacto nos dias atuais?
Tales -
Na realidade, o que vi nelas com o passar do tempo foi que as músicas que ficaram no ‘set’ foram ganhando força com o tempo, e as deixadas para trás foram ficando relegadas ao esquecimento. Quando fui escutar as Demos com atenção, depois de muitos anos, isso em 2012, quando já tinha o “Prayers in Doomsday” lançado e estava começando a compor o “The Apocalypse Bell Part II - Legacy of Shadows”, descobri que as músicas tinham ótimas intenções, mas a execução tinha sido equivocada. Isso por causa das influências das formações da época, que nunca estavam alinhadas com o estilo que a banda deveria seguir.

Recife Metal Law - Esse lançamento tem seu início com a total Heavy Metal “Hare Krishna”, música instrumental e uma boa pedida para abrir os shows. Mas digo que as oito músicas agradarão em cheio aos adeptos do Thrash/Heavy Metal. Como vem sendo a receptividade desse novo disco e o impacto que ele causou naqueles que já conheciam as Demos?
Tales -
Eu acredito que a galera está recebendo bem. Os mais antigos estão tendo sua dose de nostalgia e os mais novos estão percebendo as raízes da banda.

Recife Metal Law - “Spiral Zone”, “Gates to Madness” e “Blessed by the Dark” são bons exemplos do que é a música da Darkside. Mas, na opinião da banda, quais os momentos altos nesse disco?
Tales -
“Fragments of Time” é foda sempre! Ter “Spiral Zone” finalmente com seu arranjo correto, a letra de “The Guardian” enfim terminada, e os duetos de “Inferno” enxutos e afinados não tem preço! Mas uma coisa é certa e pode escrever aí: não existe nenhuma versão definitiva para nenhuma música da Darkside! Para ilustrar isso, ultimamente temos feito “Fragments of Time” e “Spiral Zone” com três guitarras ao vivo (com os amigos Anderson Nunes da Flagelo e Wolney da Betrayal) é um massacre! Soma-se com a atuação do novo vocalista Thyago Cruz, um demônio que caminha no palco carregando nos timbres o limpo, o rasgado e o gutural de uma forma animalesca, e assim temos novíssimas versões do repertório a cada noite!

Recife Metal Law - Além das regravações, o disco conta com três “bonus tracks”. São três músicas que foram regravadas, porém foram postas como bônus na sua forma original. A razão de incluir essas faixas bônus foi para o público saber como elas soavam originalmente?
Tales -
Isso mesmo! Achei interessante deixar algumas versões originais para galera traçar um paralelo. Assim, se pode entender de onde veio o som que a Darkside pratica.

Recife Metal Law - “Fragments of Madness... At The Gates of Time” contou com o apoio da Prefeitura de Fortaleza, e o selo potiguar Rising Records foi o responsável pelo lançamento. Como vem sendo o trabalho de divulgação?
Tales -
Afora alguns anúncios na Roadie Crew e panfletos, o grosso da divulgação está sendo feito nos palcos, que é o mais importante. Esse apoio da Secult – Secretaria da Cultura de Fortaleza pelo Edital das Artes de Fortaleza 2016, Lei 10.432/2015 – foi fundamental para a realização desse álbum, e é um caminho que estamos sempre procurando, mas apenas raramente conseguimos. A primeira vista pode parecer moleza, mas acreditem: não é.

Recife Metal Law - Recentemente foi anunciado que a banda tocará em terras pernambucanas, mais precisamente na cidade de Caruaru. Essa será a primeira vez da Darkside por esses lados?
Tales -
Finalmente a Darkside terá um “quebra-cabaço” em Pernambuco! A banda toda está bastante animada em participar do “Caruhell”! Para mim isso tem um gosto bem especial, visto que estaremos com os meus amigos de longa data da Storms! Já a Realidade Encoberta eu não os conheço pessoalmente, mas é um nome que admiro há décadas, então será uma excelente oportunidade de brindar com eles! Apertar os laços com nossos vizinhos será excelente, então, de antemão, deixo um brinde para nossos amigos de Pernambuco, especial a você, Valterlir, o indefectível Alcides Burn, o talentoso Guga, e para a galera das bandas Decomposed God, Pandemmy, Will2Kill, Malkuth, enfim, todos os amigos bangers e seguidores do Recife Metal Law!

Site: www.facebook.com/darksidebrasil

Entrevista: Valterlir Mendes
Fotos: Divulgação

 
 
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