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Reviews Shows

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
 

Recife Metal Law - O seu portal de informação!

 

Carmetal 2014

Evento: Carmetal 2014
Data: 21/02/2014
Local: Estação do Reggae - Recife Antigo. Recife/PE
Bandas:
- Firetomb (Thrash Metal – PE)
- Pandemmy (Death/Thrash Metal – PE)
- Beast Conjurator (Death Metal – PE)
- Flageladör (Speed/Thrash Metal – RJ)

Resenha e fotos: Valterlir Mendes

O Carmetal já é um evento que se tornou tradicional na capital pernambucana, por isso é tão esperado pelos bangers, não só de Recife, mas, também, de cidades vizinhas e do interior.

Por algumas vezes o Carmetal foi realizado após os festejos carnavalescos, mas, esse ano, o evento foi realizado antes do carnaval, mais precisamente uma semana antes. Sendo assim, era de se esperar que o Recife Antigo já estivesse bastante movimentado, contando com alguns blocos, maracatus, palco armado para shows, e uma grande diversidade de pessoas, procurando os mais variados tipos de diversão.

Nesse meio, diversos Headbangers estavam presentes, procurando muito mais que diversão: Heavy Metal. Por volta das 21h30, que foi o horário que cheguei ao local, já se podia ver uma boa movimentação do público que aguardava o início do Carmetal. Inicialmente marcado para começar as 21h00, o evento contou com um atraso, algo contumaz, mas que, de certa forma, chega a atrapalhar quem quer ver todos os shows.

Atualmente os produtores de Recife estão encontrando bastante dificuldade para encontrar locais para produzir os eventos, já que os espaços estão ficando bastante escassos. Na edição deste ano, o Carmetal foi realizado na Estação do Reggae, local que já abrigou alguns eventos de natureza Underground, porém eu não o conhecia. O local tem um espaço bom, até certo ponto, para eventos dessa natureza. Na verdade o local é uma espécie de bar, onde a Alive Produções preparou um palco para que as bandas não tocassem diretamente no show. Altura boa, nada de seguranças e o público ficando bem perto das bandas.

Os shows tiveram início as 23h00, com a banda de Thrash Metal Firetomb dando início as apresentações. Apesar de já se encontrar trabalhando no seu segundo álbum, a banda continua divulgando seu álbum de estreia, “Hellvolution”. E foi com uma música desse álbum, “Hell Awaits For World”, que a banda deu início ao seu ‘set’. Notei que a música ganhou uma dose maior de agressividade, apesar de a sonorização a ter deixado com um aspecto meio ‘seco’. Talvez essa agressividade se deva a entrada de ZK Aranha como baterista da banda, já que na sequência, com a nova “War”, a mescla brutal entre Thrash e Hardcore beirou o inacreditável. E os presentes não se pouparam, já que desde o início partiram para o mosh, fazendo com que a festa ficasse ainda melhor. A banda apresentou um repertório trazendo músicas que estarão no próximo trabalho, além de apresentar, óbvio, músicas já conhecidas do público pernambucano. Inclusive, nessas músicas novas, é perceptível que a banda, mesmo mostrando mais agressividade, ainda carrega a velha influência do Slayer, nas partes ‘marcadas’. As guitarras de Randal Silva e Marcos Paulo estão bem ‘afiadas’, seja nas bases, riffs ou solos, mesmo que por vezes, nesse show, tenham ficado um pouco sumidas, em algumas passagens. O show durou cerca de 45 minutos e o ápice veio com “Thrash Metal” (que foi dedicada a Matheus Gomes e “Seu” Heitor), música que define bem o Firetomb e que levou o público a literalmente se debater em meio ao mosh. A noite começou muito bem.

De início falei sobre os locais e tais locais para shows no Recife Antigo, com raras exceções, dão a oportunidade de o público transitar, o que faz com que a cada show possamos sair para ‘pegar um pouco de ar’, já que o calor no local era bem grande.

Mesmo que o primeiro show não tenha sido longo, o Pandemmy só subiu ao palco uma hora depois do término do show da primeira banda. Mesmo com essa demora para ajustes, a primeira música do ‘set’, “Mind Effigies”, saiu com alguns problemas na parte sonora. Mesmo assim, o público mostrou que realmente estava lá para agitar e passar energia para a banda. O mosh começou desde o início. Na sequência, com “Self-Destruction”, a sonorização já estava mais bem equalizada, e isso só veio a ajudar ao Pandemmy. Vale ressaltar que essa música traz partes bem interessantes, diria partes marcadas, marciais, num oferecimento do baterista Arthur Lira. A banda traz uma técnica incrível e os músicos mostram bastante competência, obviamente apresentando um ‘feeling’ apurado. E por falar em técnica e ‘feeling’, o vocalista André Valongueiro fez um show à parte. Já vi alguns shows do Pandemmy com André no vocal e até mesmo o vi com o Decomposed God, mas nesse show o vocalista, em minha opinião, fez uma de suas melhores apresentações. Fazendo, com maestria, vocais agressivos, o vocalista foi o ponto alto da noite e, claro, o público sentiu isso. A mescla entre o Death e o Thrash Metal é bem dosada, já que os dois estilos andam lado a lado na sonoridade da banda. E uma junção bem feita de ambos os estilos desemboca no que o Pandemmy faz atualmente: um som destrutivo. E todo esse poder destrutivo ficou mais latente quando a banda executou “Idiocracy”, com doses elevadas de agressividade e partes mais trabalhadas. Mas o ‘bicho pegou’ mesmo foi em “Heretic Life”, beirando o Hardcore. Como é bom poder acompanhar essa evolução do Pandemmy...

Mais um intervalo, nova saída do público para ficar na frente do local, seja tomando umas cervejas, conversando ou batendo fotos. A movimentação era bem intensa, mas foi notório que nem todos adentraram para prestigiar o evento. Apesar do público não ter sido pequeno, levando-se em consideração o tamanho do local, ele poderia ter sido maior, para não deixar qualquer espaço na Estação do Reggae.

Com um tempo de ajustes menor do que o da banda anterior, a grata revelação do Metal pernambucano sobe ao palco. O Beast Conjurator é uma banda relativamente nova, que surgiu como um simples projeto, mas que ganhou projeção maior e acabou tomando de assalto o Underground pernambucano. A banda é praticante do velho Death Metal e, sim, é aquele Death Metal arcaico, primitivo, jurássico, com forte influência do Hellhammer e Celtic Frost, o que deixa o seu som ainda mais atraente aos ortodoxos. Apesar de praticar um som que traz resquícios do velho Death Metal, nesse show, em particular, a banda se apresentou mais agressiva e veloz, deixando um pouco de lado as partes mais mórbidas e pesadas. Talvez esse lado mais agressivo e veloz foi o que fez o público agitar incessantemente, da primeira a última música. No palco simples, uma eficiente iluminação e um enorme backdrop (pano de fundo), além de uma banda que em nenhum momento procura inovar, mas, sim, apresentar uma música que aflore o espírito Headbanger, por isso temas como “Fighting in the Depths of Hades”, “Torment in Darkness”, “The Tree of Death” e “Evil Conjurations” se mostraram tão eficientes no decorrer da apresentação do Beast Conjurator. A banda fez um show intenso e agitado. Entre as músicas próprias ainda houve espaço para “Primordial” do Mortuary Drape, soando tão primitivo como os primeiros dias desse lendário grupo. Da nova safra de bandas pernambucanas, o Beast Conjurator é uma das bandas que mais vêm ganhando respaldo, e com esse show deu para notar qual a razão.

Era vez do último intervalo e o horário já era bem avançado. Felizmente, mesmo com tal horário avançado, boa parte do público ainda permanecia no local e aguardava para prestigiar a última banda da noite.

Fazendo sua “Sob o Machado do Algoz Tour Brasil 2014”, o Flageladör, depois de quase um ano (a banda tocou no Carmetal 2013), voltava para Pernambuco. Com relação ao ano passado, a banda não fez um show novo, apenas algumas mudanças no ‘set list’, já que o novo álbum ainda não foi lançado. Eu poderia dizer que sou suspeito para falar do Flageladör, já que adoro a banda e seu Speed/Thrash Metal cantado em português, simples e de fácil assimilação. Mas notei, logo de início, que o show não seria perfeito. Logo no início as microfonias eram incessantes, o que atrapalhou os vocais de Armando Exekutör (também guitarra), que por sua vez ficou baixo. Parece que a parte sonora havia ficado “cansada” depois de três shows. Um dos pontos fortes são as boas e agressivas melodias de músicas como “Possessão Diabólica”, “Expresso Para o Inferno”, “Render-se Jamais”, mas elas ficaram irreconhecíveis em muitos momentos. Mas, mesmo com esses problemas, a banda passou bastante energia e boa parte do público em nada se importou com esses problemas, já que estava lá, no mosh pit. Em “Cruzada ao Lado de Satã”, Thiago Satyr (Beast Conjurator) fez os vocais, mostrando a grande união entre as bandas. Público agitava sem parar e dava stage diving e a temperatura parecia chegar a 666 graus de calor, algo descrito na música “Ao Vivo no Inferno”. Também houve espaço para que a banda fizesse um cover: “Evil Has No Boundaries” do Slayer, que manteve o público agitando sem parar, além de ter tocado músicas novas, como “Anjo Exterminador” e “Total Danação”. Por falar em agitação, alheio aos problemas sonoros, o público fez a sua parte, dando apoio a todas as bandas e agitando até o fim.

Apesar dos problemas apresentados no show do Flageladör, em termos gerais, o evento foi muito bom, faltando um pouco mais de merchandising das bandas participantes, inclusive do Flageladör, que chegou à Pernambuco sem nada, sequer uma camiseta.

O Carmetal é um evento que já virou tradição e, obviamente, é a festa mais importante nesse período ‘momesco’ para os Headbangers. Ah, e não posso deixar de mencionar, aqui, a presença do chileno Nelson Aguayo, que estava de passagem na capital pernambucana e, após contato com o Recife Metal Law, ficou sabendo do evento, fazendo questão de ir e prestigiar. É o Carmetal rompendo fronteiras!
 
 
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