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Reviews Shows

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
 

Recife Metal Law - O seu portal de informação!

 

Cavalera Conspiracy em Recife

Evento: Cavalera Conspiracy em Recife
Data: 06/09/2014
Local: Clube Internacional. Recife/PE
Bandas:
- Capadocia (Groove Metal – SP)
- Cavalera Conspiracy (Thrash Metal – EUA)

Resenha e fotos: Valterlir Mendes

A véspera de feriado não foi lá grande coisa para a maioria das pessoas, afinal o dia 07 de setembro de 2014 “caiu” num domingo. Mas essa véspera de feriado reservava, para os Headbangers de Pernambuco e Estados vizinhos, um grande motivo de enorme comemoração, afinal os irmãos Cavalera, após mais de duas décadas, novamente estavam juntos para tocar na capital pernambucana.

Os shows internacionais tinham dado uma parada em Pernambuco, mas o segundo semestre venho para “detonar” os bolsos dos aficionados pelo som pesado, e o Cavalera Conspiracy foi o responsável por dar início a essa maratona de shows de grandes nomes do Heavy Metal mundial.

O local escolhido para o evento foi o Clube Internacional do Recife, já bem conhecido dos fãs de música pesada, afinal já acolheu shows de nomes como Destruction, Kreator, Death Angel e Morbid Angel. O local é amplo, de boa comodidade e de fácil acesso. E, felizmente, os responsáveis pela mesa de som souberam equalizar a sonorização (ao menos na banda principal), de forma a se deixar tudo bem inteligível.

O evento estava marcado para ter início às 21h00, mas só às 21h50 a praticamente desconhecida do público, Capadocia, deu início ao seu show. A banda se classifica meramente como Metal, mas, na verdade, é adepta de uma sonoridade mais moderna, digamos, mais Groove Metal, com guitarras em afinação mais baixa e flerte com o Metalcore atual. As músicas apresentam uma variação de andamentos, porém com ênfase em levadas mais cadenciadas. Alguns trechos chegam a lembrar de algo do próprio Cavalera Conspiracy e do Soulfly, principalmente nos vocais de Baffo Neto e nas levadas de bateria de Palmer de Maria. Com relação à sonorização, achei que ficou muito alta, por vezes deixando a parte instrumental saturada. De qualquer forma, a banda fez um show de aquecimento que chamou a atenção de alguns, chegando a abrir umas poucas rodas de mosh, principalmente no cover para “Blackened” do Metallica, que ficou irreconhecível num primeiro momento.

O show da banda de abertura terminou as 22h40, mas houve certa demora para que o palco ficasse pronto para a banda principal, até mesmo porque teriam que desmontar a bateria montada para o show inicial. Enquanto isso, o público foi dar uma volta no local, conferir o pouco (e caro) merchandising disponibilizado, colocar a conversa em dia ou simplesmente tomar uma boa cerveja gelada.

As 23h15 uma “Intro” começou a sair dos PA’s e Igor Cavalera se dirigiu ao seu kit de bateria, para delírio dos presentes. Mas foi quando o velho Max Cavalera se apresentou que a ovação foi maior. Apesar da diferença de apenas um ano entre os irmãos, Max está parecendo ser o pai de Igor, porém o que mais importaria mesmo é se esse velho Max ainda mantém o pique de anos atrás. Já na primeira música, “Inflikted”, o velho ‘frontman’ mostrou que seu carisma continua intacto e que sabe conduzir um show de forma única, pondo todos a cantar e, na segunda, “Warlord”, o público já formou uma roda insana em frente ao palco. A terceira música não estava no ‘set list’, mas foi uma grata surpresa, afinal “Thrasher” é um esporro sonoro e, apesar do título, tem uma levada mais Hardcore, um verdadeiro míssil e que foi um “pequeno aquecimento” para o que viria a seguir. Certamente uma boa parte do público estava ali para ver os irmãos executando músicas que os fizeram ser reconhecidos mundialmente e eles não decepcionaram. A trinca “Beneath the Remains/Desperate Cry/Troops of Doom” nos remeteu ao passado e para quem nunca havia visto tais músicas sendo cantadas por Max (como eu, por exemplo) num show, foi como “lavar a alma”. Essa trinca serviu para mostrar que o velho Max continua com os vocais potentes de outrora e “Troops of Doom” veio até com coro, claro, com o ‘frontman’ fazendo o público o acompanhar. Mas o impressionante mesmo foi ver o mosh pit nesse som. Na verdade, foi caótico. A sonorização estava muito boa, ficando mais baixa do que na banda anterior, o que fez com que a parte instrumental ficasse bem definida. O show continuou e por vezes Max dava uma pausa para interagir com o público. No seu semblante dava para notar toda a sua felicidade e a receptividade do público para com a sua banda. E o público dava uma resposta sempre muito positiva, tanto para as músicas do Cavalera Conspiracy como para as músicas clássicas, de sua carreira com o Sepultura. O ‘set list’ foi bem feito, intercalando os clássicos com os sons mais recentes. E por falar em clássico, outra que deixou o mosh pit mais uma vez caótico foi “Wasting Away” do Nailbomb, com sua levada também Hardcore. Já na nova “Babylonian Pandemonium”, música que estará no próximo álbum do Cavalera Conspiracy, pudemos ouvir uma música que traz elementos de tudo o que os irmãos já fizeram, com uma típica pegada Thrash Metal e Hardcore, tendo Max urrando o título da música com certa melodia. E olha que o ‘frontman’ fez todo o público cantar tal melodia junto com ele. No palco, uma bandeira do Brasil, ao lado esquerdo, e dois músicos, que mesmo sendo coadjuvantes, são de suma importância para que a sonoridade soasse tão agressiva. Tony Campos (baixo) e Marc Rizzo (guitarra) desempenharam seus respectivos papéis com maestria, inclusive nos velhos clássicos do Sepultura. E o show continuou com tais clássicos, dessa vez para “Arise/Dead Embrionic Cells”, essa última tendo o refrão cantado por grande parte dos presentes. “Killing Inside”, música de levada mais cadenciada serviu para dar um refresco ao público; para que os bangers pudessem respirar, afinal de contas a sequência veio com as destruidoras “Refuse/Resist” e “Territory”, num momento de arrepiar os velhos fãs. “Black Ark” contou com a presença de um convidado, o qual Max pediu ao público para que o saudasse com um “oi Rici” (acho que é assim que se escreve o seu nome). Mandou bem na divisão dos vocais. Outra nova e que parte do público já conhece (graças a ter sido disponibilizada na internet): “Bonzai Kamikaze”. É impressionante como Igor, mesmo não tendo tanta ligação mais com o Heavy Metal, consegue manter uma pegada vigorosa e com viradas impressionantes. O fim já estava perto, mas o público presente não mostrava sinal de cansaço, mesmo após vários mosh pits e tantos clássicos tocados. Mas ainda havia mais... Mais uma pedrada foi jogada: “Inner Self” veio para manter a temperatura alta. Já “Attitude”, com sua levada Tribal/Industrial deu uma amenizada. Ao seu fim, a banda sai do palco e Max diz que só voltaria com o grito da galera pedindo por mais. Até que não houve muitos gritos, mas os presentes sabiam que a banda voltaria assim mesmo. Após alguns minutos, todos de volta no palco, e Max começa a cantar o refrão de “Da Lama ao Caos”, de Chico Science & Nação Zumbi, fazendo uma pequena homenagem ao falecido vocalista, e então começam a executar “Roots Bloody Roots”, com o público pulando sem parar. Ao decorrer dos anos, o velho vocalista fez uma mudança nessa música, o que deixou o seu final bem agressivo, um verdadeiro Grindcore. Mas antes de executar a parte final, Max pediu que o público se separasse e formasse uma “wall of death”. Final destruidor, de um show destruidor!

O show terminou as 00h40 e mesmo a banda não demorando muito para se retirar do palco ou dar a esperança de parte do público tirar uma foto com os lendários irmãos, todos saíram mais do que felizes. Os comentários, minutos depois do fim, eram esfuziantes.

O Cavalera Conspiracy mostra toda a força de Max e Igor Cavalera, grandes responsáveis por divulgar o Heavy Metal nacional para o mundo, independente do que fizeram depois de sua fase áurea no Sepultura.

Max mostrou o que é ser um verdadeiro ‘frontman’, em minha opinião, o melhor de todos os tempos. E olha que atualmente seu aspecto se mostra bem envelhecido, mas o seu carisma compensa qualquer coisa. Suas bases de guitarras são bem simples, por muitas vezes a sua guitarra serve meramente para manter o visual que o consagrou. Mas quem se importa com isso?

O público, que inicialmente parecia comparecer em pequeno número, aumentou gradativamente ao decorrer do primeiro show. No fim, arrisco dizer (não sou bom com esses cálculos), que havia um público estimado em 800 pessoas. E esse público teve a oportunidade de ver um show de Metal sem qualquer defeito. Parabéns à Blackout Discos, João Marinho e Alcides Burn por mais um momento histórico para o Heavy Metal pernambucano.
 
 
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