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ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
 

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Andre Matos em Recife

Evento: Andre Matos em Recife
Data: 25/10/2014
Local: Clube Internacional do Recife. Recife/PE
Bandas:
- Dune Hill (Hard/Heavy Metal – PE)
- Project46 (Metalcore – SP)
- Andre Matos (Heavy Metal – SP)

Resenha e fotos: Valterlir Mendes

O artista Andre Matos costuma se apresentar na capital pernambucana com certa frequência, e isso desde os seus tempos iniciais com o Viper (banda com a qual tocou em Recife mais recentemente em 2012), com o Angra, Shaman e em sua carreira solo.

Mostrando que realmente se sente à vontade tocando em Recife, em pouco mais de um ano (ele havia se apresentado no Abril Pro Rock de 2013) Andre voltou a se apresentar em território pernambucano e, dessa vez, trazendo algo especial no ‘set list’: a comemoração dos 20 anos do álbum “Angels Cry” (na verdade lançado em 1993), o qual seria tocado na íntegra nessa nova apresentação do músico.

Mesmo com o grande número de eventos que vem ocorrendo nesses últimos meses do ano, era esperado um bom público, haja vista Andre Matos ter uma boa leva de fãs na região. O tempo quente e de céu aberto era chamativo para o evento, mas, infelizmente, o público não foi tão grande.

A noite de muito Heavy Metal estava programada para ter início às 21h00 e com apenas 20 minutos de atraso, a banda pernambucana Dune Hill deu início a sua apresentação. Quando eu estava me aproximando do local dos shows, o excelente Clube Internacional do Recife, por volta das 21h20, pude ouvir a banda dando início ao seu show, com “Big Bang Revolution”. Apressei os passos, pois queria novamente poder ver a banda em palco, e não perder nenhuma música do seu show. Dentro do local o público era tímido, ainda em pequeno número, e com rostos diferentes, os quais não se costumam ver em shows de Heavy Metal. O calor era realmente muito grande, mesmo o local sendo bem aberto. Voltando ao show, a sonorização não estava das melhores, muito alta e “reverberando”, o que foi, felizmente, resolvido durante o show, apesar de aparecer, por vezes, algumas microfonias. Sendo uma das poucas bandas a fazer Hard Rock no Estado, a Dune Hill se mostra bem profissional e tem músicos que realmente sabem o que estão fazendo. Bem tranquila em palco, e mostrando que já está acostumada com eventos de maior porte, fez um show muito bom, com destaque para Leo Trevas, que é um vocalista versátil e interpreta com garra todas as músicas, além de se movimentar bastante em palco. O ‘set list’ foi feito em cima do disco de estreia, “White Sand”, inclusive trazendo convidados como Daniel Pinho (Terra Prima), que dividiu os vocais em “Soul Love”, e Thiago Ramos, que dividiu os vocais com Leo em “Lamb of Gold”. Durante o show os músicos se mostraram bem empolgados, saindo da técnica usual e mostrando bastante feeling, como pôde ser ver e ouvir quando o baterista Otto Notaro, ao ser apresentado, fez um pequeno e forte solo de bateria. Além das músicas próprias, a banda executou dois covers: “Symphony of Destruction” do Megadeth e “Mr. Crowley” de Ozzy Osbourne, que serviram para fechar o ótimo show do Dune Hill.

No palco havia três baterias montadas, ou seja, uma para cada banda que se apresentaria durante o evento. Deve ser algo caro para a produção, mas também deve ter sido exigência das outras duas bandas, já que geralmente as bandas locais não fazem tais tipos de exigência. Por um lado isso é bom para o público, afinal não tem que esperar por muitos minutos para que se arrume o palco. Enquanto se fazia alguns pequenos ajustes em palco, boa parte do público estava no merchandising do Project46 procurando material da banda, inclusive sem deixar os músicos saírem de lá, até que foi preciso fechar e ir ao palco, mas com a promessa de voltarem ao término do show.

Após alguns minutos era a vez de o Project46 se apresentar pela primeira em Pernambuco. A banda vem, atualmente, divulgando seu mais novo álbum de estúdio, “Que Seja Feita a Nossa Vontade”. Apesar do nome em inglês, a banda tem sua discografia cantada em nossa língua pátria, com exceção do primeiro EP, totalmente cantado em inglês. O Project46 vem ganhando bastante notoriedade, até mesmo por fazer um estilo que está bastante em voga, o Metalcore. Sinceramente, não é o tipo de música que costumo ouvir, mas o Project46 me chamou a atenção, pelo que ouvi no Youtube e, após uma “Intro”, quando a primeira música começou a ser executada, com o vocalista Caio MacBeserra urrando suas letras antes mesmo de estar no palco, percebi que a banda viria com “sangue nos olhos”. E foi isso o que realmente aconteceu! A banda mostrou garra, e a tranquilidade foi embora quando os riffs violentos e os vocais aterrorizantes eram entoados no Clube Internacional. Uma parte do público presente parecia já conhecer muito bem a banda, já que pude perceber que muitos cantavam junto com a banda. As rodas de mosh/pogo foram formadas e quase não havia trégua durante a execução das músicas, exceto nas passagens mais cadenciadas/marcadas e nas bases com ‘groove’/modernas, as quais faziam o público pular. Alguns riffs e bases chegam a lembrar o Pantera e até mesmo a fase pós “Roots” do Sepultura, o que chamou a atenção do público mais jovem e mais conhecedor da sonoridade do Project46. Caio por todo o instante se comunicava com o público, mostrando carisma e trazendo esse mesmo público para o seu lado, o chamando de família, por vezes usando até mesmo uma linguagem comum no nicho Rap. É um som moderno, mas que nas levadas Hardcore chamam bastante a atenção, com destaque para “Atrás das Linhas Inimigas”, “Desordem e Progresso”, “Na Vala”, “Em Nome de Quem?” e “Foda-se (Se Depender de Nós)”. Foi um show insano, com músicas fortes, violentas e discursos nos mesmos moldes. Boa parte do público curtiu bastante (inclusive na parte que o vocalista cantou parte de “Lama ao Caos” de Chico Science), fazendo uma festa à parte e, apesar das violentas rodas de moshes, nenhum tipo de briga ou desentendimento houve durante todo o ‘set’. Vale mencionar o final do show, com o público fazendo um coro no melhor estilo Iron Maiden.

Mais um intervalo para desmontar a segunda bateria e a grande maioria dos presentes já se aglomerava em frente ao palco, afinal muitos estavam ali para ver Andre Matos. Era de se esperar que não houvesse muita demora, até mesmo porque o show que viria pela frente seria bem longo.

Cerca de dez minutos após o fim do show anterior, Andre Matos sobe ao palco, acompanhado de Hugo Mariutti e Andre Hernandes (guitarras), Bruno Ladislau (baixo) e Rodrigo Silveira (bateria). Após uma “Intro” veio “Liberty”, música presente no último álbum de estúdio do vocalista, “The Turn of the Lights”, logo seguida de “I Will Return”, presente em “Mentalize”. O show começou, de certa forma, morno, com o público apenas olhando a banda. A parte sonora não estava ajudando, já que os vocais de Andre estavam muito baixos, com a parte instrumental encobrindo as linhas de voz. Pareceu-me um tipo de aquecimento, já que Andre não forçava muito no início do show. “Course of Life” foi mais uma do mais recente trabalho, para depois abrir espaço para a bem conhecida “Rio” que, apesar do vocal ainda está muito baixo, começou a “soltar” o público, que cantou junto e começou a se empolgar com o show. Após isso houve uma pausa para que Andre conversasse com o público, falar sobre a turnê atual e sobre ouvir música de qualidade, o que agradou em cheio aos presentes. Como era de se esperar, o vocalista anunciou que iria tocar o “Angels Cry” na íntegra e que o show não teria hora para acabar. Delírio geral! Já com a sonorização mais bem equalizada, Andre e sua banda executa a faixa-título do último álbum de estúdio, para logo mandar a sublime “Fairy Tale”, de sua carreira com o Shaman e cantada em uníssono pelo público presente. O uso de samples para reproduzir os teclados e as partes sinfônicas ficou bem encaixado, deixando a execução da música bem próxima da gravação original. E foi a partir dessa música que Andre começou a mostrar que seus vocais estão excelentes, com potência nos agudos e atingindo notas bem altas. As notas altas continuaram, mas “Stop!” mostrou um início com vocais mais graves para, depois, Andre soltar a voz novamente! A essa altura do show a sonorização já estava muito boa, com tudo sendo ouvido perfeitamente, incluindo, aí, os vocais de Andre Matos, que no início, como mencionado, estavam muito baixos e mal dava para ouvir. A primeira parte do show foi bem diversificada, com alternância entre músicas da carreira solo e velhos clássicos das bandas por onde o vocalista já passou. E foi uma grata surpresa poder ouvir “Lisbon”, música presente em “Fireworks” do Angra. Após essa música veio um solo de bateria que, felizmente, não foi muito longo. Até então o público, sempre bem próximo ao palco, cantava todas as músicas e Andre, como um bom maestro, regia a plateia, por vezes a deixando cantar sozinha. Estávamos chegando à metade do show, então veio “On Your Own” e, na sequência, a esperada “Living For The Night”, um dos maiores clássicos do Viper, tendo sua parte inicial, mais acústica e melódica, cantada por todos. Eu já esperava que a segunda parte da música já viesse com tudo, com sua levada Speed Metal, mas aí a banda decidiu por inserir uma parte acústica, outra numa levada reggae e até mesmo “Thriller” (se eu não me engane) de Michael Jackson foi inserida para, depois, sim, vim a parte Speed Metal. O público estava amando tudo que acontecia. Essa foi à primeira parte do show, com Andre mostrando está totalmente em forma, com os seus vocais lembrando o início de sua carreira e, me arrisco a dizer, se mostrando ainda melhores. Antes da segunda parte do show, que seria a banda executando o “Angels Cry” na íntegra, houve um grande intermezzo, que durou vários minutos. Depois a banda volta ao palco e o clássico álbum começou a ser tocado, começando, claro, com a clássica “Carry On”, música que é sempre tocada pelo próprio Angra, bem como por Andre Matos, em sua carreira solo. “Angels Cry” é um álbum clássico, um dos melhores no estilo Power Metal, com músicas marcantes e que para ser tocado na íntegra tem que ter nos vocais o Andre Matos. Ele não poupou a garganta, nem mesmo nas notas mais altas e um dos momentos que eu mais esperava era ele cantando “Stand Away”. Ficou simplesmente perfeito! E não parou por aí, já que em “Wuthering Heights”, cover de Kate Bush, Andre deu mais uma aula de vocalização. E foi a partir dessa música que o vocalista quebrou o protocolo, já que antes de tocar mais músicas do “Angels Cry”, a banda executou “Enter Sandman”, do Metallica, com Hugo Mariutti nos vocais. E como o clima era de festa mesmo, mandaram “Nothing to Say”, “Painkiller”, do Judas Priest, “Wasted Years”, do Iron Maiden, e isso incentivou o público a pedir mais covers. Então Andre deu uma canja, e mandou “Eagle Fly Free” do Helloween, apenas com os vocais, e depois “Breaking the Law”, do Judas Priest. Um show para ninguém botar defeito, apesar dos diversos covers – mas aí vai o desconto, já que o clima era de total descontração no final do show! Andre Matos cantou como nunca! Foi um show bem longo, mas não houve qualquer tipo de reclamação, pelo contrário, o público gostou bastante e Andre mostrou todo o seu afeto pelo público pernambucano.

Foi uma noite inesquecível para os fãs de Andre Matos e de grande surpresa para quem ainda não conhecia o Project46. O Dune Hill vem se consolidando com uma banda de grande destaque no meio Heavy Metal de Pernambuco e o público, bem... O público não foi o esperado, talvez pelo grande número de shows que vem ocorrendo, não sei ao certo. Acho que o público presente deve ter girado em torno de 500 pessoas.

O Clube Internacional do Recife é um ambiente muito bom, grande, mas, mesmo sendo aberto, faz um calor imenso. E os responsáveis deveriam colocar lixeiros espalhados pelo local, assim todos os recipientes de bebidas e até mesmo embalagens de comidas não precisariam ser jogados pelo chão, evitando, assim, qualquer tipo de incidente.
 
 
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