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Reviews Shows

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
 

Recife Metal Law - O seu portal de informação!

 

Blind Guardian em Recife


Passaram-se 16 anos até que o Blind Guardian voltasse para a capital pernambucana. E o show que a banda realizou em 1999 ainda rende muitas histórias, como a venda de mil ingressos para um local que apenas cabia metade disso. Depois de tantos anos, a ascensão da banda, e álbuns que trilham por um lado mais orquestrado, a expectativa era grande, tanto daqueles que viram o primeiro show, assim como daqueles que estariam vendo a banda pela primeira vez.

O local escolhido para o show foi o ótimo Baile Perfumado. Mesmo que alguns reclamem da localização (sem motivação clara), o local é ideal para shows de médio porte, além do mais, a acústica é excelente, mesmo para bandas de Heavy Metal, que sempre fazem um som com mais volume e que, por vezes, não contam com um mesário ou estrutura necessária para que se possa ouvir toda a parte instrumental com clareza.

Chego ao local do evento, de fácil a
cesso e com um trânsito bem tranquilo, afinal se tratava de um domingo, por volta das 17h00. Nesse horário já havia uma boa movimentação e uma fila já se formava na entrada do Baile Perfumado. Foi fácil ver várias gerações para prestigiar o show. Perceptível ver que muitos eram bem jovens quando o Blind Guardian tocou por esses lados pela primeira vez, mas os veteranos também se fizeram presentes, como acontece em quase todos os eventos que envolvem o Heavy Metal em Pernambuco.

Eu ainda trocava algumas ideias com o pessoal, por volta das 18h45, quando ouvi a Intro “O que há de errado em matar?” saindo dos PA’s, então corri para ver todo o show da banda de abertura. A banda paraibana de Death Metal Metacrose foi a responsável por aquecer o público e atualmente vem divulgando seu álbum de estreia, “InTerrorgate”. Mesmo com o público ainda adentrando, um bom número de pessoas fez questão de entrar logo no início para conferir a banda de abertura e quem entrou, tenho certeza, não se arrependeu. Tudo bem, a sonoridade do Metacrose, apesar das melodias, não se assemelha com a do Blind Guardian, e isso causou estranheza nos que estavam conferindo o show, pois, visivelmente, não conheciam a banda. Mesmo assim, conferiram o show com atenção, o qual foi totalmente baseado no já citado álbum de estreia. Há de se mencionar que a ótima postura de palco do quinteto, formado por Vinicius Laurindo (vocal), Israel Rêmora e Thiago Bandeira (guitarras), Demetrius Pedrosa (bateria) e Dmitry Luna (baixo), fez com que toda essa atenção fosse chamada para a banda. E já na terceira música – “Is this Democracy?” – o público já interagia com a banda, batendo palmas na parte acústica, sampleada. Samplers também foram usados na música “Zé do Caixão”, obviamente nos vocais do lendário cineasta/ator, e em “How can I know who I am?”, que na versão do disco conta com a presença do guitarrista Marcus Siepen (pena que ele não deu uma ‘canja’ no show). Voltando um pouco ao passado, quando vi os primeiros shows da banda, pude acompanhar a grande evolução da banda, que passou de um som mais primitivo para um Death Metal mais técnico e com ótimos arranjos, porém, sem perder o ‘feeling’. O público até que interagiu bem, mas, num show como o do Metacrose, boas rodas de mosh são esperadas, algo que não ocorreu. Sobre a sonorização, não estava ruim, porém esperei algo mais límpido, mas nada que atrapalhasse a boa performance dos paraibanos, que fizeram um show de alta qualidade e que aqueceu bastante o público, em cerca de quarenta minutos.

Após o primeiro show, um intervalo para uma cerveja ou até mesmo para grande parte do público se aglomerar em frente ao palco para ver, bem de perto, o show principal. Enquanto a bateria da banda de abertura era retirada, o público já se mostrava apto a fazer um grande show ao lado da banda...

Antes mesmo do início do show, sem a entrada da banda, o público já gritava pelo seu nome. Público esse bem numeroso. Não sou bom nesse tipo de cálculo, mas acho que – após eu ter dado uma ‘andada’ pelo amplo local – havia mais de mil pessoas, facilmente.

Pontualmente as 20h00 o início de “The Ninth Wave” (como uma espécie de “Intro”) do novo álbum, “Beyond the Red Mirror”, começou a emanar dos PA’s, com o público já começando a agitar. Finalmente o Blind Guardian havia retornado à Pernambuco, e a julgar por esse início, teríamos uma noite realmente contagiante e cheia de energia. O público começou fazendo sua parte logo de início e a banda sentiu isso. Mesmo sendo uma música nova e, na versão do álbum, mais orquestrada, o público já a conhecia bem, mas foi na música seguinte, “Banish From Sanctuary”, do excelente “Follow the Blind”, que a festa ficou boa! A música remonta aos primórdios da banda, que tinha em sua sonoridade aquela pegada veloz, tipicamente Power Metal. Bastante feeling em palco, com a sonorização perfeita e os músicos tocando com garra a música. A energia só aumentava e o público cantava junto com a banda, pulava, gritava e, alguns, mostravam bastante emoção, com os olhos marejados. Tal emoção ficou ainda mais evidente quando começam a executar a belíssima “Nightfall” do “Nightfall in Middle-Earth”, com boa interpretação vocal – algo visto em todas as músicas contidas no ‘set’ – de Hansi Kürsch. É de mencionar que o vocalista tem um forte carisma, e mesmo com todos os anos de atividades no Blind Guardian, continua com uma bela e empolgante voz, seja nos temas mais velozes ou nos, digamos, mais intimistas. Talvez, por isso, o público ovacionava cada música e cantava, em coro, com a banda. Nesse show a banda mostrou uma boa diversidade de andamentos, indo de momentos mais percussivos, como em “Fly” do “A Twist in the Myth”, a algo mais Heavy Metal, como pudem
os prestigiar na veloz, orquestrada e pesada “Tanelorn (Into the Void)”, do álbum “A the Edge of Time”. E olha que isso era só o começo. As músicas, de certa forma longas, não cansavam o público, que queria cada vez mais. Ponto para a banda, que passava uma carga enorme de feeling e energia, a cada música tocada. Podia se ver em cada membro do Blind Guardian a satisfação em poder tocar para um público participativo. Sobre os músicos, mostraram, além de garra e feeling, um profissionalismo impressionante, tocando com perfeição todas as músicas. Mesmo que Hansi tenha mais destaque, até mesmo pelo grande vocalista que ele é, não se pode deixar de mencionar cada músico do Blind Guardian, como o monstruoso baterista Frederk Ehmke, a perfeita dupla de guitarras formada por André Olbrich e Marcus Siepen, o baixo sempre presente e denso de Barend Courbois, além das boas inserções dos teclados de Mi Schüren. Tudo isso só engrandeceu ainda mais esse show, que foi uma espécie de volta ao passado para muitos, só que dessa vez numa casa de shows mais espaçosa e confortável, assim como um show a se lembrar pelo resto da vida para outros tantos, que, como eu, não pode se fazer presente na primeira vinda da banda à Recife, ou mesmo para aqueles que começaram a ouvir Heavy Metal a não tanto tempo. Por algumas vezes a banda saía do palco, mas sempre voltava. Convenhamos, o clima de uma cidade como Recife para um bando de alemães não é tão agradável. Mesmo com um monte de ventiladores e exaustores ligados, o Baile Perfumado é bem quente, até mesmo em razão do trabalho feito para que a acústica do local fique no nível que tem. Para nós, acostumados com o calor do Nordeste, não é algo a incomodar tanto, mas eu entendi que tais paradas no longo show do Blind Guardian serviu para um pequeno descanso da banda e para a, obrigatória, hidratação. Mesmo com esse fator, em nenhum momento a banda diminuiu o ritmo, a não ser, lógico, nas músicas que tinham uma levada mais acústica. Os fãs da banda, certamente, acharam todas as músicas perfeitas, mas existem aqueles que curtiram músicas, digamos, com uma ‘pegada’ mais forte, como a maravilhosa “I’m Alive” do “Imaginations from the Other Side”, “Valhalla” do “Follow the Blind” e “Into the Storm” do “Nightfall in Middle-Earth”, com seus grandiosos coros. Mas, como era de se esperar, um dos momentos mais emocionantes foi em “The Bard’s Song”, cantada em uníssono por praticamente todos que se encontravam presentes. Simplesmente memorável. O “final” veio com “Mirror Mirror”, após duas horas de show. Mas quem falou que o público arredou pé? Por algum tempo o público ficou gritando o nome da banda, que demorou um pouco, mas acabou voltando para fechar o show de forma perfeita com “Majesty”, presente no lendário primeiro álbum da banda, “Battalions of Fear”.

Uma noite para não esquecer. Um evento bem organizado, numa casa de shows irrepreensível. Um público grande e participativo. Cervejas geladas e, para o tipo de evento, com um preço até que acessível. Uma boa banda de abertura, que de forma aguerrida fez um ótimo aquecimento para a atração principal, e um Blind Guardian em plena forma! Os que lá estavam saíram bastante satisfeitos. Os que não foram, certamente, ainda estão se lamentando.

Parabéns a todos! Banda de abertura, banda principal, produção do evento e, principalmente, ao público, que é peça fundamental para que mais eventos dessa natureza ocorram.

Resenha: Valterlir Mendes
Fotos: Rosberg Rodrigues (Blind Guardian) & Ismael Guidson (Arena Metal)
 
 
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