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Reviews Shows

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
 

Recife Metal Law - O seu portal de informação!

 

Vulcano em Campina Grande/PB

Evento: Vulcano em Campina Grande
Data: 23/01/2016
Local: Extensão Vitrola. Campina Grande/PB
Bandas:
- Brain Explode (MetalPunk – PB)
- Vinculum (Heavy Metal – PB)
- Necropolis (Thrash Metal – PB)
- Necrohunter (Death Metal – PB)
- Vulcano (Black/Death/Thrash Metal – SP)

Resenha: Valterlir Mendes
Fotos: Valterlir Mendes e Marcinha Lima


Pegar a estrada, sentir o vento e saber que em algumas horas eu poderia novamente estar presenciando um evento Underground... Muitos entenderão o quão libertador isso é. Depois de muito tempo pude voltar a presenciar um evento Underground, e alguns fatos tornou isso ainda mais especial: ser na bela e de clima agradável Campina Grande, na Paraíba; poder ver bandas que eu ainda não conhecia; novamente prestigiar shows de duas ótimas bandas da nova geração do Metal paraibano e, por último, mas não menos importante, ver pela primeira vez uma lenda do Metal nacional.

Viagem tranquila, mas bem que o som do carro do meu irmão, acostumado com essas porcarias que chamam de música, poderia colaborar, já que os graves estavam foda, e eu não sabia regular para ouvir com detalhes o Metal durante cerca das duas horas que separam minha cidade – Macaparana – de Campina Grande. Mas sem problemas, já que o importante é chegar são e salvo.

Eu realmente estava empolgado, como já deu para perceber logo no início do texto, e por isso esperava que a Extensão Vitrola, lugar que abrigou os shows, contasse com um bom público, ainda mais sendo em Campina Grande, cidade que abraça com força o Heavy Metal calcado na linha 80’s. Não me decepcionei ao chegar ao local, depois de algumas voltas, perdido com o motorista e um amigo, na cidade. Uma boa movimentação pode ser vista, por volta das 22h00, mesmo que alguns apenas estejam por lá para conversar ou beber e sequer entre para conferir os shows.

O evento, marcado para ter início as 23h00, só teve início mesmo as 23h20, quando a novata Brain Explode subiu ao palco. Apesar do horário, muitos ainda estavam no lado de fora do recinto, mas quando perceberam que o show havia começado, foram entrando aos poucos para conferir. O quarteto formado por Nicollas Diniz (vocal), Davidson Matheus (baixo), Rafael Lima (bateria) e Pedro Rot (guitarra) faz um som realmente empolgante, urgente e agressivo. Em sons como “Sons of Satan”, “Acid Witch” e “Genocide War”, para citar alguns, a banda destilou uma sonoridade influenciada pelo velho Punk/Hardcore, que se mistura a um explosivo Thrash Metal, trazendo bases velozes com momentos cadenciados e pesados. A sonorização estava boa, e deixou as linhas de baixo bem ‘na cara’. Deu para notar toda a garra e sangue nos olhos da molecada, com seu som primitivo e empolgante, inclusive trazendo certa influência do Celtic Frost/Hellhammer, fazendo para essa última um cover de “Third of the Storms”. O ‘set’, apesar de contar com dez músicas, foi bem rápido. Rápido e mortal, que o digam temas como “Metal Punx Maniac” e “Martírio de Louco”. Pena a banda não está com nenhuma Demo no local.

Como sempre – e até mesmo por contar apenas com uma aparelhagem sonora e um palco – houve um pequeno intervalo para que a próxima banda se ajustasse. Assim, o público saiu para respirar um pouco, já que o local permite isso e as pulseiras que nos foi entregue também.

Por volta das 00h30 era a vez de mais uma banda local fazer o seu show. A Vinculum tem uma excelente Demo lançada (“Pássaro Sem Domínio”), com um som calcado no Heavy Metal nacional da década de 80, inclusive totalmente cantado em português. Eu cheguei a ver um show da banda faz um tempo. Na verdade, naquela oportunidade foi o seu primeiro show e, claro, em palco a banda está mais solta, mais segura e com mais presença, agitando bastante. De início não gostei na sonorização, já que os vocais de Moisés Lima ficaram baixos – ficando um pouco mais audível quando me afastei do palco –, e o som do baixo de Lucimario Nascimento ficou ‘estourado’. Nada que atrapalhasse a boa performance do Vinculum, inclusive com os guitarristas Ari Sabbath e Eduardo Barbosa arriscando em algumas coreografias à la Kiss. O repertório foi bem diversificado, trazendo, além das músicas próprias da Demo (“Indecifrável Mundo”, “Ser Humano”), algumas novas (“Viajante do Tempo”, “Sentença Viva”) e covers para clássicos como “Grinder” (Judas Priest”) e “Kamikaze” (Made In Brazil). A sonoridade bem coesa e bem Heavy Metal, agradou bastante aos presentes, seja nas levadas mais cadenciadas ou em passagens um pouco mais agressivas e com boa alternância vocal. A julgar por esse show, certamente a banda virá com um ótimo novo material.

Apesar de uma fina chuva que caía no lado de fora, no lado de dentro as coisas não estavam tão frias, afinal a Extensão Vitrola não é tão ampla e o público que compareceu chegou a praticamente lotar as dependências do local. Sendo assim, poder sair um pouco era bom, até mesmo para sentir um pouco do clima agradável e se livrar de alguns fumantes.

Estávamos chegando a 01h30 e a terceira atração, Necropolis, dava início ao seu show. De cara me espantei com a qualidade dos músicos, que mostraram boa técnica e que realmente sabiam lidar com seus instrumentos. A banda veio com uma sonoridade Thrash Metal, bastante técnica, mas sem deixar de ser empolgante. A instrumental “Seeds of Death” e a seguinte, “Legion of the Living Deads”, músicas que abriram o show, tem essa pegada e lembram bastante o Thrash Metal mais técnico do início dos anos 90. O vocalista Óliver de Lawrence é figura bem conhecida no meio Underground paraibano e mostrou bastante carisma em cima do palco, fazendo com que o público agitasse bastante, principalmente quando a banda executou “Iron Fist” do eterno Motörhead. Ótimas rodas de mosh, além de alguns surfing crowd puderam ser visto. O público mostrou bastante empolgação e a banda sentiu a energia, fazendo um show intenso da primeira a última música. A equalização sonora estava muito boa, com todo o instrumental bem audível. O Necropolis manteve o espírito saudosista bem vivo, já que, apesar da técnica de todos os músicos (além de Óliver, a banda conta com Ricardo Almeida – guitarra, Pablo Ramires – bateria e Diego Nóbrega – baixo), mostrou garra e empolgação em temas como “Necrovomit” e “Necropolis”, além de tocar mais dois covers: “Sacrifice” do Bathory” e “Blasphemer” do Sodom. Só lembrando que a banda faz tempo que retornou, depois de um longo hiato. O Necropolis surgiu no final de 1985, e a influência da ‘velha escola’ é bem nítida no seu som. Espero poder ver mais vezes essa ótima banda.

Depois de mais um pequeno intervalo, a penúltima banda subia ao palco, por volta das 02h30. O Necrohunter vem numa crescente bastante forte, fazendo diversos shows pela região em suporte ao seu excelente álbum de estreia “Hunter’s Curse”. Já havia visto shows da banda anteriormente, e sempre gostei bastante do que vi/ouvi, ainda mais depois do lançamento do citado álbum. Apesar de fazer Death Metal, a banda procura fugir dos clichês do gênero, trazendo certa melodia ao seu som, além de partes velozes que flertam com o Grind. Mauro Medeiros (vocal/guitarra) tem forte presença de palco e mostrou bastante energia, numa agitação incansável. O seu vocal é bem forte e os seus solos, por vezes, são desconcertantes. Os demais músicos que o acompanha – Petrus Carvalho (guitarra), Hálamo Reis (baixo) e Jonathan Andrade (bateria) –, são essenciais para mostrar todo o poderio do Necrohunter, algo que ficou claro nesse show. No palco, a banda foi a única, além da atração principal, a ter um ‘backdrop’. O ‘set list’ foi baseado no álbum de estreia, como esperado (entre elas “Opening the Grave”, “Total Slaughter” e a faixa-título), mas teve algumas surpresas, como a execução de “The Pursuit of Vikings”, cover do Amon Amarth, que teve nos vocais Dmitry Luna (baterista do Metacrose) e “Pull the Plug”, cover do Death. Só achei que os vocais ficaram um pouco baixos nessa música. A banda fez um show destruidor, agitando bastante em palco, faltando só um pouco mais de energia por parte do público, que já parecia cansado ou mesmo se poupando para a última e mais esperada atração da noite. De qualquer forma, gostei muito de poder ver o Necrohunter novamente ao vivo.

Mais um novo intervalo e apenas alguns minutos separavam o público do primeiro show de uma das mais importantes bandas do Underground nacional. Criadora de um estilo e que preferiu, em certo momento de sua carreira, parar suas atividades a ter que sucumbir aos modismos...

Não lembro mais a hora que o show começou, pois isso era o menos importante, ali, naquele momento. Fui pra bem perto do palco, ver de perto uma lenda viva do Metal nacional e confesso que me emocionei quando, após a instrumental “Satanic Legions”, que serviu de “Intro”, ouvi “Abram-se os portais do inferno. Com vocês: Vulcano!”. Ouvi isso diversas vezes numa fita K-7 que tenho até hoje. Na sequência vem a lendária “Witche’s Sabbath” e, sim, o público realmente estava se poupando, pois a agitação foi insana, nesse início devastador. Eu, por vezes, fixava os olhos no palco para realmente ter a plena certeza de que estava vendo veteranos como Zhema (hoje guitarrista), Arthur Von Barbarian (na bateria), hoje acompanhados do receptivo e carismático vocalista Luiz Carlos Louzada, do guitarrista Gerson Farjado (recentemente adicionado ao ‘line up’ da banda) e do baixista Ivan Pellicciotti. O ‘set list’ foi de emocionar, pois abrangeu diversas fases da banda. Claro, músicas dos mais recentes trabalhos estavam lá: “Awash in Blood”, “The Evil Always Returns”, “Gates of Iron” (essa nem tão recente)... E, de forma sábia, intercaladas a clássicos como “Death Metal”, “Dominios of Death”, “Ready to Explode”... A banda ainda mantém intacta aquela pegada Death Metal, que a fez conhecida, com as partes tipicamente Speed Metal, algo que era comum no início do Metal Extremo no Brasil e, claro, linhas que remetem ao velho Black Metal. Os vocais de Luiz Carlos mantém vívido o início da banda, mesmo não podendo ser comparados ao do lendário Angel, mas trazendo algo característico sem fugir das raízes do Vulcano. Lembro que o show mal havia começado e um maníaco banger subiu ao palco para recitar os versos iniciais de “Total Destruição”. Claro, ainda era muito cedo para a música, que geralmente é esperada mais para o final do show. Pude notar que o show passava numa velocidade insana, assim como algumas músicas que eram executadas. E o fim veio com uma sequência para deixar qualquer velho banger arrepiado e emocionado: “Bloody Vengeance”, “Total Destruição”, “Guerreiros de Satã” e “Legiões Satânicas”, cantadas a plenos pulmões por muitos dos presentes. Um show simplesmente mágico e trazendo uma aura emocionante, algo que só quem faz algo com garra e coração pode fazer. Só tem uma coisa a dizer: Obrigado Vulcano!

Enfim, poder retornar a ver eventos Underground com um ‘cast’ como o desta noite/madrugada foi algo revigorante. Poder ver veteranos como Zhema e Arthur só faz reforçar a crença que tenho no Heavy Metal. Carregar essa bandeira por todos esses anos não é para qualquer um. E mesmo com toda a importância que o Vulcano tem para o Heavy Metal nacional, os seus integrantes são pessoas simples e solícitas. Foi bom fazer fotos com alguns deles e poder trocar algumas ideias.

As demais bandas da noite também foram de grande importância, pois fizeram ótimos shows, deixando a todos satisfeitos. Que mais eventos desse tipo aconteçam e que os portais do inferno nunca fechem!
 
 
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