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Reviews Shows

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
 

Recife Metal Law - O seu portal de informação!

 

Enforcer em Guarabira/PB

Evento: Enforcer em Guarabira/PB
Data: 06/março/2016
Local: Ginásio CIEC. Guarabira/PB
Bandas:
- Acid Blend (Rock N’Roll – PB)
- Necropolis (Thrash Metal – PB)
- Enforcer (Heavy/Speed Metal – Suécia)
- Vinculum (Heavy Metal – PB)

Resenha: Valterlir Mendes
Fotos: Bonifácio “Boninho” Pereira, Fagner Figueiredo e Valterlir Mendes


Depois da cobertura do show do Vulcano, em Campina Grande, era chegada a hora de ver mais um evento Underground, também na Paraíba, também no interior. A cidade da vez foi Guarabira e me dirigi para lá, juntamente com mais três Metalheads do interior de Pernambuco.

Sendo o evento num dia de domingo era de se esperar uma viagem tranquila, regada a muito Heavy Metal no som (apesar de o som não apresentar os graves de forma adequada), cervejas geladas e boas risadas. O interessante de tais viagens é poder ir a lugares que ainda não conhecíamos. A paisagem ajudou a deixar a viagem ainda mais tranquila. Depois das muitas chuvas na região, o visual estava realmente muito bonito. Estrada em boas condições e com pouquíssimos buracos (se bem que não era para ter nenhum). Tirando o calor que fazia, tudo realmente foi agradável.

Guarabira é uma cidade tipicamente interiorana, e ainda mais em um dia de domingo, com pouca movimentação. Mas foi notório verificar que é, de certa forma, bem desenvolvida e limpa. E, como já mencionado, sendo um domingo, foi fácil de encontrar o local onde seria realizado o evento, após perguntar a um morador da cidade.

Chegamos por volta das 15h30, ou seja, meia hora antes do horário indicado para início dos shows. Nesse horário a movimentação era bem pequena, mas já deu para ver caravanas advindas de Campina Grande e de Recife, além de algumas pessoas que eram da própria cidade.

O ginásio onde o evento foi realizado tem uma boa localização e bem amplo, e isso deu para notar quando adentrei ao local, já passando das 18h00. Pensei logo: “para lotar isso aqui tem que ter um monte de gente, perto das mil pessoas”. E sendo bem realista, vi que não seria possível, tanto pela movimentação dentro como fora. Mesmo assim eu esperava um público bom.

Com um grande atraso, os shows só tiveram início por volta das 18h15, com a banda local Acid Blend dando início às apresentações. No cartaz havia a informação de se tratar de uma banda de Heavy Metal, mas quando o quinteto deu início ao seu show foi que deu para perceber qual a linha sonora seguida. É aquele Rock N’Roll, com pitadas de Hard Rock/AOR, flertando com algumas bases ‘setentistas’ e até mesmo algo mais moderno. O vocalista Fábio Bronzeado, com seu visual a lá Brian Johnson do AC/DC, informou que a banda surgiu em 2004, mas só agora estava tendo a oportunidade de tocar em sua cidade (ao menos foi isso que entendi, e que realmente é muito tempo para uma banda tocar em sua própria cidade). Mas o que valeu mesmo foi a grande performance da banda, que mostrou um instrumental coeso, bem definido e forte, além de um forte carisma. E músicas como “Watching the Clock”, “Night on Fire”, “Just like Old Times (part I)”, e “Just like Old Times (part II)”, mostraram uma banda bem ensaiada, e com influências postas de forma bem inteligente em sua música, ido das já citadas, passando pelo Blues e riffs na linha do velho Black Sabbath. A banda ainda fez um cover para “Oh Darling” dos Beatles, num ‘set’ que durou cerca de 45 minutos. Boa abertura, pena que parte do público ainda estava no lado de fora.

Como havia apenas um palco e um equipamento de som para todas as bandas, necessário era um intervalo para que alguns ajustes fossem realizados. Então dava para se tomar uma cerveja para amenizar o forte calor que fazia no local. O público ainda adentrava e foi possível ver algumas crianças no recinto. É sempre bom poder ver crianças em shows de Heavy Metal. Como era um evento marcado para ter início no fim da tarde, o horário proporcionava que crianças pudessem conferir. Que isso possa acontecer mais e mais vezes. Apenas saliento que as crianças estavam devidamente acompanhadas de seus responsáveis.

Depois de cerca de meia hora era anunciada a próxima atração. Mas achei que o anunciante se equivocou quando informou que o Necropolis seria uma banda de Death Metal... Bem, vamos ao show que teria início com a instrumental “Seeds of Death”. Teria, já que problemas técnicos fizeram com que a banda parasse a apresentação. Parecia ser um problema bem sério, pois uma nova parada foi feita. Acho que foi cerca de mais meia hora para que tudo fosse corrigido e finalmente os veteranos do Necropolis dessem início ao seu show. Com o baixo de Diego Nóbrega pulsando, além dos veteranos Oliver Hellfire (vocal) e Pablo Ramires (bateria) e do excelente guitarrista Ricardo Almeida, a banda contagiou com o seu velho Thrash Metal, que ainda carrega alguns resquícios do Hardcore, principalmente nas passagens mais velozes. O público, a essa hora, já era um pouco mais numeroso e agitou bastante, inclusive se arriscando em algumas tímidas rodas de mosh. Pouco mais de um mês atrás eu havia visto pela primeira vez a banda tocando, e dessa vez é que realmente pude ver o seu poderio e sacar o seu som bastante influenciado pela velha escola. Mesmo mostrando técnica em temas como “Legion of the Living Deads” e “Victims of Total Violence”, algo característico no Thrash Metal dos anos 90, o feeling era intenso. Sinceramente, foi um show insano, com destaque para a brutalidade e ‘cavalice’ com que Pablo surrava o kit de bateria. Entre as músicas próprias, covers para “Iron Fist” do eterno Lemmy e Motörhead, “Blasphemer” do Sodom, “Blower” (nessa houve uma inversão nos postos de guitarrista e baixista) do Voivod e “Sacrifice” do Bathory, essa numa versão tão ou mais insana que a original! Mesmo com tantos covers, a banda fez um show ótimo e foi um dos destaques da noite, em minha opinião.

Aproveitando o intervalo, aproveitei para dar uma saída, já que pulseiras permitiam que fizéssemos isso. E pude ver que no lado de fora havia algumas pessoas e lamentei por elas terem perdido o insano show que acabara de acontecer. Ali tive a informação de que haveria uma troca na ordem das bandas e a banda principal seria a próxima a tocar. Sendo assim, entrei e fui procurar mais informações, e o pessoal do Vinculum confirmou a mudança.

Talvez alguns episódios tenham levado a isso. Os suecos vêm de uma extensa turnê a nível mundial e passou por sete cidades brasileiras, algumas delas bem conhecidas pelas suas altas temperaturas. Antes mesmo do início do evento fui informado que o vocalista/guitarrista Olof Wikstrand não estava passando bem e tinha sido levado a um médico para ser avaliado, algo que me deixou apreensivo, mas que fiquei torcendo para que não fosse nada de mais grave, não só pelo show, mas pela integridade física dele. E, por fim, esse seria o último show no Brasil, ou seja, é realmente uma agressiva maratona.

Depois que confirmei a mudança na ordem dos shows, fui avisar a alguns, que ainda teimavam em ficar no lado de fora, e voltei para ver a arrumação de palco, que não foi tão demorada. No palco um extenso backdrop ao fundo e nada mais de efeitos, a não ser a boa iluminação.

Não lembro bem a hora que o Enforcer começou o seu show, já que eu não estava me importando muito com horário, pois queria novamente ver a banda em ação, após cerca de três anos (eu havia conferido o show que banda fez em Recife, em 2003. Confira a resenha aqui). Depois da ‘intro’ “Bells of Hades”, os Headbangers presentes são atacados com a insana “Destroyer”, música do mais recente álbum da banda, “From Beyond”. O público, que não era tão grande, foi para a frente do palco e começou um intenso bangin’, já que a música do quarteto é um belo teste de resistência para o pescoço. É uma mistura insana do velho Heavy Metal com Speed Metal, com guitarras trazendo riffs altamente explosivos e uma ‘cozinha’ (formada por Tobias Lindqvist – baixo e Jonas Wikstrand – bateria) que acompanha de perto toda essa rifferama. Até ainda nada de estranho, é o que se espera de um show do Enforcer, principalmente para quem já havia visto a banda. Mas não quero dizer que o show foi algo burocrático, muito pelo contrário. O que foi diferente de ver foi a mudança de vocalista, já que Olof não estava bem (algo que ficou nítido quando a banda ainda fazia a arrumação no palco) e passou os vocais para o outro guitarrista, Joseph Tholl. Então, Guarabira foi à única cidade, no Brasil, a conferir a formação dessa forma. Os vocais de Joseph são mais graves, porém seguros e em nada atrapalhou a performance da banda. E sobre a mudança forçada, o próprio Joseph disse que era necessária, já que “o Enforcer não é uma banda de cancelar shows”. Então tome petardos como “Mesmerized by Fire” – com solos contagiantes –, “Living for the Night” (insana!), a nova “From Beyond”, um cover para “Countess Bathory” do Venom. O público se esbaldava e ainda arriscava em alguns stage divings, o que não era muito recomendado. Não houve muita conversa com o público, apenas uma banda ‘afiada’ e destrutiva em palco, com ótima movimentação e fazendo uma música que realmente eleva a energia. O ‘set’ feito não teve muitas mudanças. Na verdade a única mudança foi a já mencionada no posto de vocalista e a eliminação do solo de bateria, que não houve (ou ao menos eu não lembro ter visto). Eu gostaria de ter visto a banda executando “Satan” em seu ‘set’, mas, tudo bem, poder conferir a Speed Metal “Death Rides This Night”, “Scream of the Savage”, “Katana” e “Midnight Vice” (essa sendo a última, encerrando o show de forma esplêndida!) diminuiu um pouco essa minha decepção. É, nem os problemas de saúde com um dos integrantes (lembrando que em 2013, no show em Recife, o baixista Tobias precisou ser socorrido, depois ter passado mal com o calor), foram suficientes para diminuir a agressividade da banda ao vivo!

Após o enérgico show do Enforcer, o público se dissipou, parte dele em busca de fotos com os suecos e alguns outros já debandando do local, algo que fez reduzir drasticamente o público presente. Mas ainda faltava uma banda...

A terrível missão de finalizar a noite ficou para o Vinculum, que ainda contando com um ótimo sistema de som, não se intimidou e fez um show impecável, seguro, mesmo que boa parte do público não tenha ficado para conferir. A banda se mostra bem segura em palco, se movimenta bastante, e se mostra bem coesa em algumas coreografias, nitidamente influenciadas pelo Kiss. A sua música, feita em português, traz fortes influências do que fora feito no Brasil na década de 80, porém com os vocais de Moisés Lima soando bem agressivos para o estilo proposto, principalmente nas novas músicas que vêm sendo apresentadas (cheguei a ver o show do Vinculum, também, a pouco mais de um mês, em Campina Grande), tais como “Viajante do Tempo” e “Noite em Chamas”. As guitarras de Ari Sabbath e Eduardo Barbosa trazem boas alternâncias de riffs e solos seguros, além da contagiante agitação em palco. Falando em agitação, o baixista Lucimario Nascimento não parou um só segundo, criando não só boas bases, mas transmitindo bastante energia durante todo o show. Já o baterista Jacob Wild não apresenta nada de mirabolante, mas uma segurança necessária para que o som da banda venha com o peso adequado do velho Heavy Metal. Além das músicas novas, óbvio, o Vinculum apresentou músicas de sua já esgotada primeira Demo, “Pássaro Sem Domínio”, como “Tolo”, “Indecifrável Mundo Novo” e faixa-título, para citar algumas. O ‘set’ ainda reservava um cover, mas que não foi tocado, devido a problemas com o retorno de palco.

Foi uma bela noite de Heavy Metal, com ótimas bandas de abertura e encerramento. O lado negativo ficou por conta do atraso. Não fosse por isso, certamente o Vinculum abriria para o Enforcer e os suecos fariam o encerramento e, assim, o público, em sua maioria, teria ficado até o fim. A parte sonora e de iluminação estavam excelentes. O espaço, Ginásio CIEC, é excelente para shows dessa natureza, com uma vasta área e com uma acústica muito boa, apesar do teto de zinco. As cervejas estavam bem geladas e o público foi mediano, acho que cerca de 200 pessoas (não sou muito bom nesses cálculos, como já dito outras vezes).

O evento terminou por volta das 23h00, podendo ter terminado antes, não fosse o atraso que já mencionei. E como era um domingo e tinha muita gente que veio de outras cidades, se houvesse terminado mais cedo era bem melhor. Mas, no fim, o saldo foi mais que positivo! Que aconteçam mais shows dessa natureza para que o interior mostre sua força!
 
 
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