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Reviews Shows

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
 

Recife Metal Law - O seu portal de informação!

 

Visions of Rock

Evento: Visions of Rock
Data: 26/03/2016
Local: Teatro João Lyra (área interna). Caruaru/PE
Bandas:
- Will2Kill (Thrash/Death Metal/Crossover – PE)
- Inner Demons Rise (Death Metal – PE)
- NervoChaos (Death Metal – SP)
- Sinister (Death Metal – Holanda)

Resenhas e fotos: Valterlir Mendes

O Visions of Rock é um festival que vem ganhando espaço e tradição, graças ao empenho e dedicação de seu
idealizador, Levi Byrne. E essa nova edição já vinha sendo anunciada desde o ano passado. Se eu não me engane, desde o mês de outubro. Assim sendo, era de se esperar um bom público, ainda mais que a divulgação foi massiva, seja com banners em outros shows, flyers, cartazes, redes sociais... Outro ponto a ressaltar é que o evento ocorreria num sábado, em meio a um feriadão. Agora se esse seria o problema para o público ir ou não, não sei ao certo, afinal muitos preferem viajar com a família e ir para o litoral e outros simplesmente preferem ficar em casa, sem muita agitação. Enfim...

No sábado do Visions of Rock eu tive que fazer duas viagens. Uma de minha cidade (Macaparana) para Recife, para depois pegar o “Bay Area Móvel”, do amigo Washington Pedro (The Ax) e partir para Caruaru. Um pouco cansativo, mas na certeza de poder ver mais um ótimo evento realizado naquela cidade. Tudo correu bem na viagem e chegamos ao destino por volta das 17h00, com bastante tempo de sobrar para que o pessoal comprasse o ingresso e pudéssemos ir ao tão comentado Metal Beer, bar dedicado ao Rock N’Roll e Heavy Metal. Ambiente bem atrativo para os amantes da boa música, com bons preços e ótimo para se tomar algo antes dos shows, tendo em vista que nas imediações do Teatro João Lyra não havia algo semelhante, seja
para comer ou beber.

Para o local do show nos dirigimos por volta das 21h00, e era perceptível a pouca movimentação, o que me levou a acreditar que o público a comparecer não seria dos maiores. Mas fiquei na torcida para que o cenário mudasse...

Na frente do local um imenso banner, com as atrações do dia do Visions of Rock. Adentrando, mais alguns banners, uns de agradecimento ao pessoal que comprou a camiseta do festival, outro de um evento a se realizar na capital pernambucana e um último também do Visions of Rock. Já havia uma movimentação dentro, não tão grande, mas havia. Barracas de bebidas (cerveja bem gelada) e comida, além de stands de camisetas, CDs, DVDs, das próprias bandas que participariam do festival, entre outros atrativos.

Quase que pontualmente, as 22h10, o evento tem início com a novata banda Will2Kill, que traz como ‘frontman’ o já bem conhecido Wilfred Gadêlha (Cruor, Dark Fate, PEsado – O Livro, Câmbio Negro, entre outros). A banda ainda não tem nenhum material lançado, a não ser o single virtual “Cause For Alarm”. O público ainda se ajeitava nas cadeiras da área interna do Teatro João Lyra (isso, o evento ocorreu no próprio teatro, em meio as cadeiras, algo estranho, em se tratando de um evento dedicado ao Heavy Metal), na medida em que a banda fazia seu insano show. O som é calcado no Thrash Metal, com pitadas Hardcore aqui e Death Metal ali, além de alguns pequenos andamentos influenciados pelo Rock N’Roll. Para quem já viu Wilfred em ação, sabe como ele não para de agitar um só segundo, além de se movimentar bastante. E, apesar das promessas, ele conversou bastante com o pequeno público presente. Foi notório ver que, mesmo sendo o primeiro show, o Will2Kill está bem ‘afiado’, e traz músicos bem competentes: Hugo Medeiros (guitarra), Eddie Cheever (baixo) e Daniel A. Melo (bateria). Somado a isso tudo, a ótima sonorização disponibilizada, além de uma bem cuidada iluminação, no espaçoso palco disponibilizado e protegido por algumas grades. Foi um show eletrizante, em cerca de 30 minutos, onde a banda fez um ‘set’ de músicas próprias, com destaque para a urgente “We Want Beer”, influenciada pelo Punk/Hardcore e até mesmo pelo Tankard. Mas digo que todo o ‘set’ foi bem agressivo, inclusive o cover de uma antiga banda de Wilfred e seu irmão Márcio Gadêlha: “Overwhelming Will” do Dark Fate, além do outro cover insano para “Blitzkrieg Bop” do Ramones. Mas não posso deixar de mencionar o belo final com a música que dá nome a banda. Belíssimo show de abertura!

Mesmo com o palco contando com duas baterias montadas (uma delas foi disponibilizada apenas para a banda principal), houve um intervalo para que alguns ajustes fossem feitos no palco para a próxima banda. Então era o tempo de sair um pouco da área interna onde ocorriam os shows para tomar algo e conferir o merchandising disponibilizado. Entre os presentes deu para ver bastante gente da capital pernambucana, mas muito poucos da própria Caruaru...

Pontualmente as 23h00 a Inner Demons Rise começava a sua apresentação, após oito meses sem pisar nos palcos. Uma “Intro” abria espaço para cada um dos integrantes entrar em palco, criando um visual interessante. A banda já começou a divulgar as músicas de seu primeiro álbum, “In the Name of the Father, of Sin and Violence”, que está prestes a ser lançado. Devo dizer que praticamente vi o Inner Demons Rise surgir, indo a ensaio e vendo os seus primeiros shows, além das várias mudanças de formação. Vi a evolução daquele Death Metal com mais melodias, para algo mais técnico e violento, que culminou nesse último show. Mesmo com todas as mudanças, a evolução salta aos olhos. O som está mais bem trabalhado, técnico, Death Metal violento, mas com as músicas mostrando certas quebras de andamentos, além de solos sendo feitos a todo o momento. O sorridente Miguel Dantione (que estava com uma luxação no braço direito e foi para o sacrifício) e o experiente Alejandro Flores não pouparam nos riffs e solos, mesmo Alejandro tendo problemas com a sua guitarra em “Liberte Seus Demônios Internos”. Por falar nessa música, achei que os vocais de Alcides Burn ficaram muito baixos. E, ainda, por falar em sonoridade baixa, o baixo de Marcelo Santa Fé também poderia ter vindo com um pouco mais de volume. Não foi algo que chegou a atrapalhar, mas que poderia ter vindo melhor. Voltando a formação, essa parece estar melhor do que nunca. Não posso deixar de mencionar o excelente baterista Davi Souza, que espancou insanamente o kit de bateria, além de ter uma técnica impressionante, algo que ficou evidente não somente nas músicas do Inner Demons Rise, mas, também, nos cover para “Territory” e “Arise” do Sepultura. O ‘set’ não foi muito longo e teve, assim como o da primeira banda, cerca de 30 minutos, mostrando que o ‘debut’ álbum virá para arregaçar. Ah, o show do Inner Demons Rise ainda contou com a presença de Wilfred Gadêlha dividindo os vocais com Alcides na música “I See Evil”. Pernambuco, como sempre, mostrando ótimos talentos.

Segundo show terminado, mas uma pausa para novos ajustes até que a terceira banda da noite se apresentasse. Deu para notar que os ajustes estavam sendo bem rápidos e isso fez com que o evento não sofresse grandes atrasos. Foi só o tempo de o pessoal molhar a garganta, comprar uma comida ou merchandising e voltar ao local que estava acontecendo os shows.

Por volta da meia-noite foi a hora do NervoChaos invadir o palco e dar início ao seu show. Posso dizer que a banda é praticamente de casa, já que por diversas vezes passou por Pernambuco. Tudo bem, cada vez que passa traz uma formação diferente, mas seu jeito de tocar Death Metal continua intacto e evoluindo. A atual formação traz Edu Lane (bateria), Cherry (guitarra), Thiago Anduscias (baixo) e Lauro Nightrealm (vocal/guitarra). Mesmo com a reformulação, a banda mantém sua forma caraterística de executar as músicas, trazendo rispidez e agressividade, mas, também, momentos cadenciados, inclusive nas músicas mais recentes, tais como “The Harvest” e “For Passion Not Fashion”, mesmo que sejam sons realmente mais agressivos. O momento realmente mais cadenciado, com a música em meio tempo, foi em “From Bellow Not Above”. É um som mais denso e arrastado. Já nas demais, percebi um NervoChaos mais ‘nervoso’, tocando de forma mais direta e rápida, com partes beirando o Hardcore. Temas como “Dark Chaotic Destruction”, “To the Death” e a já clássica “Total Satan” mostraram isso. A banda se movimentou bastante no palco, principalmente a guitarrista Cherry que, inclusive, fez alguns backing vocals. Lauro não foi muito de conversar, apenas agradecendo ao público presente. E, apesar da ótima sonorização ao dispor de todas as bandas, achei os vocais do citado Lauro muito baixo, inclusive sumindo em algumas músicas. Se no retorno estava bom, para o público estava quase inaudível em alguns momentos. Apesar de o ‘set’ list contar com 12 músicas, o show não foi longo, passando um pouco de meia hora e sendo finalizado com as também já clássicas “Pazuzu is Here” (e o já esperado “Deus não está aqui hoje”) e “Pure Hemp”. Como dito, o NervoChaos é praticamente de casa, e sempre faz bons shows. Apesar de o vocal ter ficado baixo, esse (show) foi mais um deles.

Último intervalo, que talvez levasse um pouco mais de tempo, já que uma das baterias teria que ser retirada do palco. Mas até que não demorou muito. Algo em torno de 20 minutos, eu acho. Alguns nem arrendaram o pé e preferiram ficar colados nas grades de proteção para ver ainda mais de perto a banda principal.

Passava uns poucos minutos das 01h00 quando a Intro “The Malicious”, advinda do último álbum de estúdio, “Dark Memorials” (na verdade um álbum de covers e regravações) anunciava o início do show dos holandeses do Sinister. Só por essa Intro já dava para notar que a sonorização continuava em alto nível, com tudo bem nítido, o que foi confirmado quando “My Casual Enemy” (do álbum “The Carnage Ending” – 2012) começou a ser executada. Incrível como tudo estava nítido! Bem, quase tudo, já que as linhas de baixo ficaram realmente baixas, e só ficavam mais audíveis quando o instrumento era tocado só, mostrando toda a técnica da novata Alesa Kloosterwaard, devidamente apresentada pelo vocalista Aad Kloosterwaard como nova componente da banda. Sobre o vocalista, seus vocais são horripilantes, cavernosos, extremamente guturais e com um poderio insano. Apesar de sua pouca movimentação, ele transmite um alto teor de destruição a musicalidade do Sinister, além de seus trejeitos e olhar fixo, por vezes, parecendo um maníaco! Por algumas vezes o vocalista procurou se comunicar com o pequeno público presente. Talvez pelo pequeno número de presentes e o local do show, a agitação não foi tão grande, apesar de alguns bagin’ à frente do palco. O ‘set’ teve diversas músicas presentes no violento “The Carnage Ending”, como “Transylvania (City Of The Damned)” e “Blood Ecstacy”. Para ser mais exato, o ‘set’ teve como base esse disco, haja vista que das 13 músicas executadas (contando com as duas Intros), seis foram desse álbum. Obviamente que uma parcela do público esperava ouvir mais músicas do passado da banda, mas desse passado vieram apenas “Sadistic Intent” (do Diabolical Summonig – 1993) e “Epoch Of Denial” (do “Cross the Styx” – 1992), ambas recebidas com bastante entusiasmo. Não que o ‘set’ baseado no já acima mencionado álbum tenha sido uma má escolha, mas com uma discografia tão grande, bem que a banda poderia ter mesclado mais o ‘set’. Vale destacar, também, a perfeita sincronia com que a banda tocar e, ainda, o grau de profissionalismo de todos os músicos, que executaram todas as músicas beirando a perfeição de estúdio, mas, claro, transmitindo sempre a brutalidade típica de shows ao vivo. Os guitarristas Dennis Hartog e Bas Brussard não pouparam na brutalidade dos riffs ou nos solos bem encaixados e destruidores, algumas vezes lembrando algo de Cannibal Corpse ou até mesmo Obituary. Movimentaram-se bastante e iam sempre para mais perto do público. Falando em movimento, Toep Duin estava simplesmente moendo o kit de bateria, com viradas insanas, levadas velozes, além de cadenciar bem quando cada música pedia. Mesmo com o local climatizado, era notório que o baterista sofria com o calor, mesmo assim não diminuiu o ritmo em nenhum momento. Além da ótima iluminação, a cargo da produção, o palco do Sinister tinha um belo backdrop, e
algumas flâmulas por cima das caixas, deixando tudo com um visual bem interessante. Do mais recente álbum de inéditas, “The Post-Apocalyptic Servant” (2014), a banda executou apenas duas músicas, “The Science of Prophecy” e “The Masquerade of an Angel”, que trazem uma rifferama demolidora, além de solos desconcertantes e levadas desenfreadas de bateria. Volto a dizer, o profissionalismo e perfeição com que todas as músicas foram executadas impressionaram. Uma “Outro” ficou ressoando, e ainda se esperava uma volta da banda, mas o show terminou mesmo em “The Carnage Ending”. E que show!

Como já mencionado diversas vezes, o público não compareceu em bom número, perdendo, assim, quatro ótimos shows, além de uma produção de alto nível, apesar de o local cheio de cadeiras não ser o mais indicados para eventos dessa natureza. A parte sonora e de iluminação estavam acima da média, tudo muito bem cuidado. O local era de fácil localização, mesmo sendo um pouco remoto e sem muitas opções de bebida e comida por perto, o que não era tão necessário, já que no local em que ocorreu o Visions of Rock o que não faltou foi bebida e comida.

Pegar a estrada para duas viagens seguidas de volta para casa não era nada bom, mas só de poder presenciar um evento de tão alto profissionalismo valeu à pena qualquer sacrifício.
 
 
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