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ALTERA O
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Não Pare Na Pista

Evento: Não Pare Na Pista
Data: 14/05/2016
Local: Praça Jader de Andrade. Timbaúba/PE
Bandas:
- Rasga Mortalha (Blues/Rock – PE)
- Insecticida (Thrash Metal – PE)
- Vênus em Fúria (Alternative Rock – PE)
- Soturnus (Doom/Death Metal – PB)
- Corpus (Black Metal – PE)
- Daimoth (Black/Heavy Metal – PE)

Resenha por Valterlir Mendes
Fotos: Fagner Figueiredo


Eventos em locais abertos não são muito meu forte, mas o anúncio de que o Soturnus estaria tocando na vizinha cidade de Timbaúba e, ainda, a informação de que o Daimoth estaria voltando às atividades, me deixou animado para ver essa segunda edição do festival ‘open air’ “Não Pare Na Pista”.

O festival contou com duas datas, uma na sexta-feira e outra no sábado, que trazia vertentes mais pesadas. O evento, além de música, anunciou venda de merchandising, fanzines, artesanatos, poesias e várias outras atrações, mas não vi tanto disso por lá. Talvez seja porque fiquei apenas em um local e, às vezes, indo ao banheiro, por causa da cerveja.

O evento tinha início marcado para as 18h00, mas cheguei por lá, juntamente com algumas outras pessoas que saíram de Macaparana, por volta das 19h40, quando a banda Rasga Mortalha estava finalizando seu ‘set’ com a música “Muito Sonho Para Pouca Grana”. Fui informado que a banda fazia um som calcado no Blues/Rock, porém essa música que pude conferir tem uma levada mais Pop Rock. Não podendo me aprofundar mais em razão do atraso já relatado.

A Praça Jader de Andrade é um local bem amplo e existe um palco com uma rampa, o que facilita a vida dos organizadores, já que tiveram que se preocupar apenas com montagem de sonorização e iluminação. Na hora que cheguei o movimento de pessoas não era tão grande e os que estavam por lá era justamente o pessoal que gosta de algo mais Rock ou Heavy Metal, com poucos curiosos.

Depois de alguns ajustes, a banda local Insecticida foi a próxima a se apresentar. Em sua formação Juan Apolinário (vocal), Jozias Rodrigues e Victor Luna (guitarras), Giulyan Victor (baixo) e Gel Core (bateria). Eu já havia visto um show da banda, numa cidade também vizinha de nome Ferreiros, porém com uma sonorização sofrível. Dessa vez o Thrash Metal do quinteto ficou fácil de ouvir, já que a sonorização à disposição propiciou isso. Não era um som de última geração, mas que deixou bem audível o som de todas as bandas. Voltando ao Insecticida, o Thrash Metal da banda carrega muito do ‘old school’ e até mesmo pitadas influenciadas pelo Punk e Hardcore, inclusive nas levadas ‘paco-paco’ de Gel. O som não traz nenhuma novidade para o gênero, o que agrada em cheio quem gosta desse estilo musical, como a minha pessoa. Porém é de salientar que a banda tem um instrumental bem coeso, riffs raivosos e solos bem inseridos. Juan tem forte presença de palco e agita bastante, faltando tão somente um pouco de agressividade nos vocais, e já que estamos falando de uma banda que faz um Thrash Metal ‘old school’, alguns agudos seriam bem vindos em temas como “Deu a Mulesta dos Cachorro” (essa uma “Intro”), “Mosh Apocalypse” e “100 Megatons de Bomba Cordão”. Como deu para notar, a banda procura inserir em suas letras algo da cultura e dialeto nordestino. Bem interessante. Algumas tímidas rodas de mosh foram formadas e o show foi finalizado com “Thrash Metal da Gota Serena”.

Por esse show, era perceptível que não seriam shows longos e a arrumação de palco entre as bandas até que estava sendo rápida, com o anfitrião Clécio John sempre anunciando as atrações, deixando todos inteirados de dos acontecimentos relacionados ao evento.

Uma “Intro” começou a anunciar a próxima atração: Vênus em Fúria. E essa “Intro” chamou bastante a atenção, pois a vocalista fingia um orgasmo! Boa parte do público correu para frente do palco. Se era para chamar atenção, funcionou! “A Better Way” botou todos para ‘moshar’ em frente ao palco, já que a música tem uma urgência bem Punk. Inclusive a vocalista correu para o meio do público, para agitar. Não sou afeito a musicalidade apresentada, que alterna momentos mais Punk, porém com algo mais Alternativo e algumas músicas com apelo mais Pop. Mas devo dizer que Nívea foi um show à parte, pois agitou sem parar, seja em cima do palco, se deitando na rampa, tirando a blusa e ficando apenas de sutiã... Porém devo ser justo – mesmo não conhecendo e gostando bem do estilo – e dizer que o show foi bem energético, com o público agitando bastante.

Mais outro intervalo para ajustes. Notei que o público cresceu um pouco mais, porém não era um público tão grande. E por ser um evento aberto, esperei que tivesse mais gente. Pude notar a presença de algumas crianças e todos se confraternizando. Cervejas para venda havia, porém acabou rapidamente, e olha que muitos levaram sua própria bebida. Até um fogo foi feito, para quem quisesse assar uma carne...

O Soturnus foi a próxima atração e era o nome mais esperado da noite. Mesmo assim o vocalista Rodrigo Barbosa teve que chamar o público para ir para frente do palco, prestigiar a banda. Eu, obviamente, já estava lá, depois de ter conversado um pouco com o baixista Guilherme Cavalcanti, que ao lado do baterista Eduardo Vieira, são os únicos remanescentes da formação original da banda. A banda fez um show baseado em músicas de seus dois álbuns de estúdio e, sendo assim, pudemos ouvir sons maravilhosos como “Hollow Nights”, “Ten Rainny Summers” e a excelente “Leaving”. O som estava bem equalizado, deixando toda a parte instrumental bem audível e definida. Rodrigo estava bem à vontade, alternando com naturalidade partes graves, com algo mais agressivo e até declamado e limpo. E olha que ele fazia isso numa mesma linha. Isso já é uma marca registrada do Soturnus e Rodrigo mantém essa marca sem precisar fazer qualquer esforço, ou seja, deixando tudo soar bem natural. O público estava curtindo bastante, e ficou praticamente todo o show em frente ao palco, seja batendo cabeça ou abrindo algumas pequenas rodas nas partes mais velozes de certas músicas. As guitarras de Andrei Targino e Eduardo Borsero fizeram um trabalho excelente, seja nos densos e pesados riffs ou até mesmo nos solos velozes. Essa alternância de andamentos sempre deixou a música do Soturnus interessante. O ‘set’ foi, de certa forma, grande, o que deixou todos satisfeitos, já que, mesmo de forma tímida, demonstravam querer mais. Então não faltaram temas como “The SHAME within”, “Pain and Pleasure” e “On The Verge of Changes”, essa última finalizando o show. Muito bom poder rever o Soturnus ao vivo, banda que acompanho desde o lançamento de sua primeira Demo, “Poems of Love... Poems of Pain...”, em 2001.

Depois de mais um pequeno intervalo, foi a vez de o Corpus dar início ao seu show. A banda, assim como Insecticida, também é de Timbaúba e traz em sua formação o organizador do evento, Clécio John (vocal e guitarra), Gaby (baixo) e Igor “Incosto” (bateria). Fazendo um ‘set list’ curto, porém de músicas autorais, o público não chegou muito junto, assim como nas bandas anteriores. Porém o trio não se importou e mostrou segurança no seu Black Metal, que enverada por uma sonoridade mais pesada do que veloz, em temas como “Vomitando Osso”, “Óbito” e “O Fim”. As músicas são mais tétricas, moribundas, trazendo algo de Doom Metal em algumas passagens. De pouco movimentação em palco, a banda carrega bem na morbidez, mesmo sem fazer uso do ‘corpse paint’, tão comum em bandas do estilo. O final veio com “Inferno Carnal” e, além do público, a sonorização já dava sinais de cansaço.

Acho que já passava um pouco da meia-noite, algo que não posso determinar com certeza, depois das várias cervejas tomadas, quando o Daimoth, depois de vários anos parado, voltou a tocar ao vivo. A formação, após esse hiato, teve algumas alterações na formação, mas manteve Anderson Rodrigues (vocal), C.E. Coca (teclados) e Erickson “Nenzo” Dinoá (guitarra), se juntando a eles Luis Antônio “Lula” Negrinho (baixo) e Gel Core (sim, o mesmo baterista do Insecticida). As mudanças na formação houve, mas a música continua a mesma! É aquele Black Metal que, em algumas passagens, mostra alguma influência do Black Metal grego, principalmente do Rotting Christ, mas que traz consigo, algo peculiar, como sempre ouvi em suas Demos. Novamente o público voltou a se aglomerar em frente ao palco e agitar bastante com “Shadow Empire”, “Fallen Angel”, “Inquisition”, essa com algumas partes marcadas e convidativas ao bangin’. E meio a músicas já conhecidas de quem sempre acompanhou a banda, uma que nunca foi lançada: “Maligne Force”, que mantém a mesma pegada característica da banda, inclusive com as guitarras de Nenzo inserindo algo do Heavy Metal clássico em alguns andamentos. Mesmo com a mudança de formação e o tempo sem tocar, o Daimoth mostrou e passou segurança e espero que esse retorno traga bons frutos. O show não foi tão longo, mesmo contando com diversas músicas. Ainda pudemos ouvir “Holy Satan Heart”, “Forgotten”, “Satanic Rites”, e a maravilhosa “Nocturnal Terror”, que o vocalista Anderson dedicou a minha pessoa (muito obrigado!). O fim veio com um cover de “The Sign of Evil Existence” do Rotting Christ. A noite não poderia ter terminado melhor!

O clima durante todo o evento foi bem tranquilo. Vez ou outra passava uma ronda da polícia por perto, mas sem qualquer necessidade de abordar os que estavam presentes. Tudo ficou bem organizado. O som, mesmo “cansando” no fim, conseguiu se manter até a última banda. Apesar do número de bandas que se apresentaram (seriam sete, porém uma não se apresentou), o evento não foi longo, e isso é bom para todos (bandas e público). E todos estão de parabéns – bandas, público e organizadores!
 
 
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