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Reviews Shows

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
 

Recife Metal Law - O seu portal de informação!

 

XVI Blizzard of Rock

Evento: XVI Blizzard of Rock
Data: 06/08/2016
Local: Gamela de Ouro. Vitória de Santo Antão/PE
Bandas:
- Obscurity Tears (Doom Metal – PE)
- Monticelli (Hard/Heavy Metal – PE)
- Realidade Encoberta (Crossover – PE)
- Soturnus (Death/Doom Metal – PB)
- Inner Demons Rise (Death Metal – PE)

Resenha: Valterlir Mendes
Fotos: Valterlir Mendes e Marcos “Ironmaidenzinho” Antônio


A última vez que eu tinha ido prestigiar o Blizzard of Rock foi no longínquo ano de 2010, sendo assim, nada melhor que poder voltar a conferir esse tradicional festival que ocorre no interior pernambucano.

E mesmo ocorrendo no interior, Vitória de Santo Antão é uma cidade que fica próxima, tanto de Recife como de outras cidades de onde o público se desloca para ir para shows na capital pernambucana. A isso estava aliado o bom ‘cast’, com boas bandas da região, além do preço módico dos ingressos.

O local designado para ocorrer o evento este ano, o Gamela de Ouro, é uma espécie de churrascaria, ou algo que se assemelhe. É de fácil localização (ainda mais em tempos de GPS), e bem amplo. Tanto a parte externa como interna tinha bastante espaço. Por falar na parte interna, havia dois salões, um enorme, que dá para fazer shows para mais de mil pessoas, e um menor, este utilizado para o Blizzard of Rock desse ano. Apesar de o espaço ser menor, era bem convidativo, com um palco pequeno, mas que aconchegava bem as bandas, até mesmo as que tinham cinco componentes.

Mesmo que o horário no cartaz informasse que os shows começariam as 19h00, todos que conhecem os horários de shows em Pernambuco sabiam que nesse horário era pouco provável que ocorresse o início de algum show. Mesmo assim eu e as demais pessoas que saíram de Macaparana, às 19h10, já estávamos chegando lá. Movimentação nula, mas que logo começou a mudar, com um ônibus chegando com o público da capital pernambucana. Aos poucos foram chegando mais pessoas, algumas que já estavam na cidade, advindas de João Pessoa, Moreno... A movimentação ficou boa, antes mesmo das 20h00. Mas demorou um pouco para que se abrisse a bilheteria.

Os shows começaram, realmente, às 21h20, quando a banda local, Obscurity Tears, deu início a sua apresentação. Após um hiato de alguns anos afastada do meio Underground, a banda voltou a tocar ao vivo. Inclusive estava divulgando um DVD comemorativo de 20 anos de banda (“20 Years of Pure Doom Metal”) e, pouco tempo atrás, havia soltado uma nova música na internet. Houve uma reformulação da banda, mas a base permaneceu: Jefferson Barreto (baixo/vocal), Evanndark e Jr. Alves (guitarras) e Denes Santos (bateria). A sonoridade Gothic/Doom Metal também mudou e com apenas o uso dos vocais masculinos ganhou uma linha mais Doom Metal, com algumas linhas mais densas e arrastadas chegando a lembrar o Funeral Doom Metal, além de vocais influenciados pelo Paradise Lost. No ‘set list’ uma boa mescla entre velhas músicas com algo mais recente. Das mais antigas vieram “Ashes of a Paradise”, belíssima música e que contou com os vocais magistrais de Amanda Lins do Seeds of Destiny, “My Chemical State”, também com Amanda dividindo os vocais. Outra antiga: “Crying In Silence”, presente no primeiro disco da banda, “Songs of a Black Winter” (2000), contou com os vocais de Flávio Brito, que já fez parte do Obscurity Tears, dividindo os vocais com Amanda. Das mais recentes, “The Call of Truth” e “The Deep and Red Sea”, essa contendo bem vindos riffs de guitarras na linha do velho Black Sabbath. A banda fez um show seguro, muito bem feito, com uma sonoridade densa e pesada e com a aparelhagem de som deixando tudo soar bem audível, apesar de algumas microfonias na segunda música, “Lost in the Deep”. Que esse retorno seja bem duradouro.

O público já era interessante, a essa altura. Digo interessante, porque era um público bom, em bom número, em se tratando de um evento que ocorre no interior. Deu para ver o pessoal da ‘velha guarda’ e alguns ‘novatos’, meio que perdidos, mas dando sua contribuição para a festa. Enquanto isso, a próxima atração arrumava o palco, o que levou um tempo, algo que sempre comento, já que o tempo perdido para se organizar acaba atrasando o evento.

A segunda atração da noite foi a banda formada pelos irmãos Bruno (bateria), Artur (vocal/guitarra) e Vitor (baixo), o Monticelli. Após o Abril Pro Rock, essa é a segunda apresentação que vejo da banda. Bem profissional em palco, a banda destilou seu Hard Rock com certa influência do Heavy Metal em alguns andamentos. Só achei que o início, com “Plan B” (tocada após a intro “Invasion”), deveria ter sido mais bem regulado, já que o baixo ficou muito à frente dos demais instrumentos. Felizmente esse problema foi logo sanado. Mesmo que o baixo seja de fundamental importância para a sonoridade do Monticelli, o deixar encobrindo os demais instrumentos não é uma boa opção.

. Os irmãos vêm divulgando seu homônimo disco de estreia e dele tocaram todas as músicas, entre elas “Payback”, “Eye For Eye”, “Sympathy”. Em “Future Blues” uma boa dose de peso e até mesmo passagens que me lembraram o Black Sabbath. Por falar em Black Sabbath, foi muito bem vindo o cover para “Iron Man”. Agora, sobre os covers, mesmo que bem colocados para deixar o público elétrico, achei que o número foi excessivo, mesmo que isso tenha sido algo premeditado e planejado com a produção. A banda acabou executando quatro covers: O já citado “Iron Man”, “Fear of the Dark” (Iron Maiden), “Breaking the Law” (Judas Priest) e “Master of Puppets” (do Metallica), esse com Artur se desdobrando para fazer as guitarras. Foi um show bem interessante, com uma boa mescla de Hard Rock e Heavy Metal (principalmente nos covers). As músicas próprias do Monticelli têm bastante potencial. Ao término do show da banda, o idealizador do Blizzard of Rock, Cristóvão, entregou a banda uma réplica de um disco de ouro. Ficou legal tal homenagem.


Até que não houve um grande espaço de tempo entre o fim do show do Monticelli para a próxima atração. A Realidade Encoberta é veterana no meio Underground pernambucano, e deu para notar isso na formação da banda. Só o pessoal ‘das antigas’ e que sabe o que estão fazendo. E o que fizeram no evento foi demais! Crossover de altíssima qualidade, chegando a lembrar o Ratos de Porão em alguns riffs. E por se tratar de Crossover, obviamente que o Thrash Metal também se fez presente em alguns andamentos. A banda vem numa boa sequência de lançamentos e atualmente vem divulgando o EP “Morte e Progresso”. E foi com músicas deles que deu início ao seu show: “Lobos da Tirania”, “Rios Mortos” e “Postura Falsa”. A frente do palco ficou bem hostil. O pessoal foi mesmo para o mosh e agitou bastante. O início foi de tirar o fôlego e com um vocal bem forte, bem adequado ao estilo, Carlão chamou a responsabilidade e fez com que muitos agitassem, tanto nas rodas como no bate cabeça. Os backings vocals de Túlio Falcão (guitarra) davam uma dinâmica bem interessante aos sons executados. Paulo Araújo, o outro guitarrista ao lado de Túlio, não pouparam nos riffs e até mesmo na inserção de alguns solos. Já a ‘cozinha’ formada por Marcelo Magal (baixo) e Eduardo (bateria) deixou todo o som mais encorpado. Alinhados a isso, a boa sonorização ao dispor da banda. Ou seja, foi um show intenso, onde o público agitou praticamente em todas as músicas. “Brazilian Way”, “Servidão Compulsória”, “Não Brasil” e “Sintomas do Terror” dão uma dica do que se encontrar nas letras e na musicalidade agressiva da Realidade Encoberta. Velha ou nova guarda, difícil não agitar com esses veteranos.

Mais um pequeno intervalo e como não havia comida no recinto, alguns aproveitaram para sair e ir comer um cachorro-quente que tinha em frente ao local. Aproveitei para fazer isso também, e notei que no lado de fora havia uma boa parte do público. E, ao retornar para ver o show seguinte, percebi que nem todos entraram. Parece que quis ficar no lado de fora, apreciar as luzes da cidade e tomar um vinho... Vai entender.

A quarta atração da noite foi a decana Soturnus, uma das mais antigas bandas paraibanas em atividade, e responsável por uma sonoridade ímpar, no que se diz respeito ao Doom/Death Metal. Assim como a Obscurity Tears, o Soturnus começou fazendo Doom/Gothic Metal, inclusive com uso de vocais femininos, e isso mudou com o passar dos anos. Os vocais de Rodrigo Barbosa são de uma plasticidade (como plasticidade cerebral, já que se modificam de forma a se adequar o que cada andamento da música pede) interessante e, sendo assim, ainda é possível ouvir alguns resquícios do Gothic Metal, principalmente quando Rodrigo usa de vocais mais limpos, cantados, e que deixam as músicas com uma beleza grandiosa. O público, como dito acima, já não era tão numeroso, uma vez que alguns preferiram ficar de fora, mas o que se via em palco era uma banda bem segura, de uma musicalidade repleta de ‘feeling’ e que faz o ouvinte bater cabeça e acompanhar cada andamento feito pelos músicos. As guitarras de Andrei Targino e Eduardo Borsero criam, ao mesmo tempo, alternâncias entre riffs mórbidos, andamentos melódicos e levadas arrastadas, tipicamente Doom Metal. “Lá atrás”, na ‘cozinha’, Guilherme Augusto (baixo) e Eduardo Vieira (bateria), estes presentes na banda desde a sua formação, são os responsáveis por deixar o som do Soturnus mais denso e encorpado, sem lacunas. Eu havia visto um show da banda recentemente, na vizinha cidade de Timbaúba, e novamente a banda me surpreendeu com sua qualidade e a forma como faz canções como “Hollow Nights”, “Fragments”, “Another Lonely Days” e “Cacophony of Wonderful Sounds” soarem deveras atrativas. Entre as músicas próprias ainda houve espaço para um cover, “Noose”, do Sentenced. É o tipo de banda que me faz querer sempre conferir o seu show, desde que a conheci.

Mais um pequeno intervalo e já estávamos chegando próximo das 03h00, porém havia ainda mais um show. O Inner Demons Rise recentemente lançou seu álbum de estreia, “In the Name of the Father, and of the Son and Violence”, porém (e infelizmente) apenas de forma digital. Com isso a banda vem fazendo uma boa sequência de shows – algo que acontece desde a sua formação, em 2008. Mesmo após quatro shows, durante a noite, a sonoridade estava firme e forte, o que não se pode dizer do público. Mas a banda não se importou com esse detalhe e meteu bronca! Meteu bronca mesmo, pois o guitarrista Alejandro Flores não conseguiu terminar nem a primeira música, “Beneath the Suffering”, arrebentando a corda de sua guitarra. Coube a Miguel Dantione segurar as pontas até o fim da música. Um tempo para tentar arrumar a guitarra, mas a solução veio mesmo quando Washington (The Ax e sempre presente em tudo que é show) emprestou uma das guitarras que estavam para venda e, assim, o show do Inner Demons Rise pode continuar. Daí em diante a banda apresentou músicas de seu primeiro álbum, tais como a faixa-título, “I See of Evil” (com participação de Wilfred Gadêlha, do Will2Kill, dividindo os vocais com Alcides Burn) e “Libertando Demônios Internos”, mostrando seu Death Metal com boas melodias, não se prendendo ao primitivismo do estilo, mas, em nenhum momento, deixando de soar Death Metal, ou seja, é técnico, com boas melodias, solos virtuosos, mas soa deveras Death Metal, principalmente os vocais brutais de Alcides Burn, que não são extremamente guturais, mas agressivos na medida certa. Agora o que falar do baterista Davi Souza? O cara é um monstro, toca muito! E agora tendo o suporte de Marcelo Santa Fé no baixo, torna a ‘cozinha’ da banda ainda mais técnica, já que o baixista apresenta fraseados intricados em meio a toda a massa sonora apresentada nas músicas do Inner Demons Rise. O show não foi tão longo, até mesmo em razão do horário estendido e, ainda, do visível cansaço que parte do público já demonstrava. Então apresentaram uma versão bem própria, mas sem descaracterizar as músicas, para a dobradinha “Territory”/“Arise” do Sepultura para encerrar sua apresentação.

A 16ª sexta edição do Blizzard of Rock mostrou uma boa organização, no que se diz respeito a local, sonorização e iluminação. Seria interessante que no local também tivesse comida, isso evitaria que parte do público saísse e ficasse no lado de fora, ao invés de prestigiar as bandas presentes. O horário de início dos shows também foi legal, porém o intervalo entre cada banda acaba fazendo com que as apresentações se prolonguem e terminem muito tarde. E sabemos que boa parte do público nunca fica até o final para ver todas as bandas, justamente em razão desse prolongamento. Tirando esses pequenos detalhes, uma produção de alto nível para um festival que já dura anos no interior de Pernambuco.
 
 
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