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ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
 

Recife Metal Law - O seu portal de informação!

 

Visions of Rock

Evento: Visions of Rock
Data: 12/08/2016
Local: Estelita Bar. Recife/PE
Bandas:
- Pandemmy (Thrash/Death Metal – PE)
- Will2Kill (Thrash Metal – PE)
- Artillery (Thrash Metal – Dinamarca)

Resenha: Valterlir Mendes
Fotos: Valterlir Mendes & Fagner Figueiredo


Pela primeira vez o tradicional Visions of Rock estava acontecendo fora de seu ‘habitat natural’, ou seja, pela primeira vez o evento saiu do interior pernambucano, Caruaru, e migrou para a capital, Recife. Talvez tenha sido pela presença do Artillery no ‘cast’. A banda já havia tocado no ‘fest’ em 2014 e migrar para Recife tenha sido uma ideia para o público que não os viu em Caruaru, os ver dessa vez na capital e em maior número.

O Estelita Bar vem sendo usado bastante em eventos Underground, retirando tais eventos do seu contumaz local, o Recife Antigo, que, de certa forma, é mais cômodo para todos, já que o Centro do Recife oferece várias opções, algo diferente de Boa Viagem e do local onde é localizado o Estelita. Cheguei por volta das 21h15 e a movimentação que havia no local era extremamente pequena. Além disso, o bairro, que conta com algumas residências, é pouco movimentado. Assim, não deu para encontrar bebidas ou opções de comidas por perto. Isso, para quem sai do interior, não é nada interessante.

O tempo foi passando e aos poucos (muito pouco mesmo) o público foi chegando. Não houve uma grande movimentação nos instantes que precederam o Visions of Rock e por aí já deu para perceber que o público não seria dos melhores.

O Estelita tem um espaço bem interessante, aconchegante, com várias opções. Bebida de vários tipos/marcas, além de boa comida. Mas aí, o Headbanger acostumado com shows Underground, teria que desembolsar um pouco mais. Para se ter conforto, tem que se ter dinheiro. As opções eram várias, mas os preços eram bem salgados. Felizmente, devido aos remédios que eu estava tomando, não pude beber, e assim pude economizar.

Alguns stands estavam armados, com muitas opções de materiais: camisas, CDs, vinis, adesivos, patches, DVDs... O pessoal do Artillery já estava por lá, também com seu merchandising e sempre solícitos com quem os procurava.

Apesar de ser um espaço que comporta quase 400 pessoas, o local destinado para os shows, com um palco baixo, era bem pequeno e deveria comportar, no máximo 200 pessoas (nunca fui bom nesses cálculos).

A primeira atração da noite foi o Pandemmy, que estava há cerca de um ano afastado dos palcos, em razão da pré-produção e gravação do novo álbum. A banda deu início a sua apresentação, por volta das 22h40, com a já conhecida, do público que a acompanha e conhece seus lançamentos, “Mind Effigies”. Esse início mostrou uma sonorização muito alta, ‘estourada’, por vezes escondendo os vocais. Infelizmente não houve uma regulagem nesse volume e o show foi praticamente com o som muito alto, para o público, o que atrapalhava um pouco, ainda mais para quem não conhece a banda. Mesmo assim o Pandemmy fez um show muito bom, inclusive apresentando novas músicas, mostrando uma nova faceta da banda, já que os novos sons carregam mais no Thrash/Death Metal, o que ficou visível em temas como (a segunda música), que traz riffs de guitarras demolidores e uma levada insana, e “Circus of Tyrannies”, com partes marcadas, perfeitas para se bater cabeça. As músicas mais antigas foram apresentadas com um pouco mais de velocidade, como foi o caso de “Heretic Life”. A banda fez uma boa mescla entre músicas do seu passado e as que estarão em seu futuro lançamento, ainda sem data definida. Entre as antigas veio a técnica, pesada, cadenciada, “Common Is Different Than Normal”, com a participação de Wilfred Gadêlha (Will2Kill) nos vocais. Por falar nos vocais, Vinicius Amorim se mostrou bem seguro, mantendo a agressividade vocal característica da banda. A nova formação vem ensaiando faz pouco tempo e ter que reiniciar “Idiocracy” foi a ‘deixa’ para que o guitarrista (único da formação original) Pedro Valença informasse isso. Além de Vinicius e Pedro, complementam o Pandemmy Marcelo Santa Fé (baixo), Guilherme Silva (guitarra) e Arthur Santos (bateria). “Self Destruction” foi a última música tocada no ‘set list’ de cerca de 35 minutos. Mesmo sendo chamado de última hora para o lugar deixado pela Realidade Encoberta, o Pandemmy deu conta do recado e fez um bom primeiro show para aquecer o frio (e pequeno) público presente. Só acho que a sonorização deveria ter sido mais bem regulada, no que se diz respeito ao volume.

Um tempo para ajustes no palco e fui olhar com mais afinco o local. Acho que é bem propício para eventos dessa natureza, apesar dos preços cobrados. É aconchegante, tem uma boa estrutura física... O palco poderia ser um pouco mais alto, porém a altura não atrapalha tanto. Para quem não quer ficar assistindo aos shows, pode procurar outros espaços, para tomar uma cerveja, conversar, enfim...

Novamente o Will2Kill estava se apresentando numa edição do Visions of Rock (a primeira foi ao lado do Sinister, em março último). Dessa vez a banda estava fazendo o show de lançamento do homônimo EP virtual. Obviamente foram tocadas todas as músicas do EP, que conta com apenas três. Entre elas veio “Cause for Alarm”, música de trabalho, e que foi apresentada como single um tempo atrás. A música do Will2Kill é uma grande mescla, traz muita coisa da ‘velha guarda’ com elementos mais modernos em suas músicas. Momentos mais velozes se misturam a partes mais marcadas. Mas o que não falta mesmo é empolgação na sonoridade da banda. Houve certa interferência no início do show, com alguns estalos, mas que foi logo resolvido. Porém, assim como no show anterior, a sonorização no show do Will2Kill também estava muito alta, não tão alta quanto no início, mesmo assim ainda alta. Mas até que o instrumental estava bem definido, com destaque para o baixo distorcido de Eddie Cheever e da bateria insana de Daniel Melo. A guitarra de Hugo Medeiros traz um mar de influências, que vão do Death Metal, passando pelo Thrash Metal, Hardcore e até mesmo Stoner em algumas levadas. Isso tudo é a sonoridade do Will2Kill. Wilfred é um show à parte. Sempre comunicativo e com algumas tiradas em palco, agita a todo o momento e pedia para que o público fizesse o mesmo. “Because We Love” foi um recado para certos políticos (para quem conhece o posicionamento político de Wilfred, sabe do que estou falando) e, como o próprio vocalista informou, é uma música que trata sobre opção sexual. Musicalmente é bem direta, agressiva, mas com inserção das típicas passagens marcadas. Ainda houve espaço para um cover – “Under the Sun” do Black Sabbath – numa interpretação bem própria e com Wilfred saindo do palco e indo para o meio do público. O outro cover ficou para “Overwhelming Will” do Dark Fate, antiga banda pernambucana, e dedicada à mãe de Marcelo Magal (Realidade Encoberta), que está se recuperando de um infarto, recebendo uma salva de palmas. O final veio com “MetaldoRecifeNessaPorra”, com a letra que, como o próprio título diz, fazendo uma homenagem a diversas bandas do cenário Underground da capital pernambucano, e “Will to Kill”, com Alcides Burn (Inner Demons Rise) fazendo os backings vocals. Não posso deixar de comentar sobre a máscara usada por Wilfred, que ficou pendurada no pedestal de microfone e depois foi para o seu rosto. Pensei se tratar de algum político, mas, na verdade, se tratava de uma figura conhecida do Underground pernambucano – Ítalo Ramos da banda Lepra.

Novos ajustes no palco e um tempo para circular pelo local. Só que alguns permaneceram por perto do palco e vendo toda a arrumação da atração principal. Em razão do pequeno público, a noite ficou mais, digamos, intimista, pois boa parte se conhecia e mesmo que alguns tenham vindo de cidades de fora do Recife, esses também têm certa proximidade. Então, como foi visto, não carecia de seguranças por perto ou em frente ao palco, como acontece em shows com bandas de fora do país.

Houve um considerável tempo para que tudo ficasse pronto e por volta da 00h50 sobe ao palco a mais que veterana banda dinamarquesa Artillery, em sua segunda passagem por solo pernambucano – e primeira na capital pernambucana. O show começou com “In Defiance of Conformity”, do seu mais recente álbum de estúdio, “Penalty by Perception”. Com esse começo já deu para notar um som mais bem regulado, usado de forma adequada, sem soar demasiadamente alto e deixando tudo bem equalizado, mesmo que as linhas de baixo do veterano Morten Stützer estivessem bem ‘na cara’. Essa música é uma espécie de volta ao passado, com os vocais numa linha Heavy Metal e os andamentos, por vezes Speed, fazendo alusão aos primeiros discos da banda. Søren Nico Adamsem, se mostrando um ótimo ‘frontman’, trouxe parte do público para ficar colado no palco. O vocalista tem uma ótima voz e faz uso de agudos incríveis. Já em “Legions”, do álbum de mesmo nome, uma tímida roda de mosh foi formada. Nada grande, mas que os mais fanáticos pelo Artillery fizeram questão de formar. Mas, também, não é pra menos. É aquele típico Thrash Metal que tornou os dinamarqueses conhecidos no submundo, ou seja, trazendo inserções do velho Heavy Metal tradicional. O show começou em alta, com pouca comunicação entre banda e público, mas com bastante agitação. Porém muitos estavam querendo ver músicas dos primórdios, e a primeira a ser tocada foi “The Challenge”, do lendário “Terror Squad” (1987). São vocalistas diferentes, mas Søren potencializou a música, inclusive inserindo fortes agudos. Os backings vocals também se fizeram presentes, deixando a música bem próxima do que fora feito em estúdio. E novamente me impressionou a qualidade de sonorização. Excelente! Dava para ouvir com boa qualidade o que o veterano guitarrista Michael Stützer e o seu companheiro de instrumento, Rune Gangelhof, faziam nos riffs e solos. Bastou ouvir as dobras de guitarras que dão início a “By Inheritance” (do disco de mesmo nome, de 1990), além de seus rápidos e pesados riffs, para ter certeza disso. Insano! O público respondeu à altura, se espremendo junto ao palco e procurando agitar bastante. A banda tem uma extensa discografia, levando-se em conta que passou um período inativa. Assim, não é nada fácil escolher as músicas para o seu ‘set list’, e como vem divulgando um novo disco era esperado que viessem muitas músicas novas. Não foi bem assim, já que, sim, esteve presente no ‘set’ “Live by the Scythe” (“Penalty by Perception”, 2016) e “Chill my Bones” (“Legions”, 2013), essa com a banda mandando muito bem no instrumental, que conta com inserção de música do Oriente Médio em algumas passagens. Essas foram as músicas mais recentes contidas no ‘set list’, que também teve “When Death Comes” – essa com o vocalista dando uma escorregada no tempo da música, mas com bom humor contornou bem e quase ninguém percebeu – e “10.000 Devils” (“When Death Comes”, 2009), porém o público foi presenteado com diversos vários velhos clássicos do Artillery: “The Eternal War” (“Fear of Tomorrow”, 1985) e “Khomaniac” (“By Inheritance”, 1990) foram dois deles. O que se pode ver no palco, sem muita arrumação, com uma iluminação igual a das duas bandas anteriores e um pano de fundo com o seu logotipo, foi um velho Artillery mostrando como se fazer um show empolgante, do início ao fim. Mesmo com um pequeno público, notei que o Artillery estava se sentindo muito bem, pois a energia era bem forte e isso os deixou bem felizes, como se via no rosto do guitarrista Rune, que trazia um largo sorriso no rosto. Houve a famosa ‘saída falsa’ do palco e o público gritando o nome da banda, então voltam para executar “Deeds of Darkness” (“Fear of Tomorrow”, 1985), que foi antecipada por um pequeno solo de guitarra de Michael, e na sequência veio um de seus maiores clássicos: “Terror Squad”, do disco homômino. Mais uma ‘saída falsa’ e voltam para encerrar com “The Almighty” (“Fear of Tomorrow”, 1985), com o baixo de Peter Throslund dando as coordenadas. Claro, não se pode deixar de comentar acerca do excelente baterista Josua Madsen, seguro, técnico, mas, também, apresentando andamentos mais velozes e tipicamente Thrash Metal, deixando a sonoridade das músicas, durante todo o show, bem dinâmica. E as 02h10 se encerrava não o show, mas uma aula de como se fazer uma bela apresentação do clássico Thrash Metal.

Em termos gerais, foi um belo evento, novamente muito bem organizado pelo Levi Byrne, que sempre preza por colocar à disposição de bandas e público o que há de melhor em termos sonoros. Além do tratamento para com as bandas, Levi sempre dá uma grande atenção à parte da imprensa. Sua produção praticamente não apresenta falhas (na verdade, se apresenta, são ínfimas), e só falta mesmo o público dar maior respaldo a isso. Tenho plena certeza de que os que estiveram presentes não têm do que reclamar e saíram mais que satisfeito pelo o que lhes foi proporcionado.
 
 
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