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Reviews Shows

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
 

Recife Metal Law - O seu portal de informação!

 

Paganus Festival

Evento: Paganus Festival
Data: 10/12/2016
Local: Estelita Bar. Recife/PE
Bandas:
- Krapula (Brutal Death Metal – PE)
- Insaintfication (Thrash/Death Metal – BA)
- Sodoma (Blackened Death Metal- PB)
- Poisonous (Death Metal – BA)
- Siege Of Hate (Grindcore/Death Metal – CE)
- Sepulchral Whore (Death Metal – PE)

Resenha & fotos: Valterlir Mendes

A Paganus Prod. trabalhou na realização de três eventos, começando pelo “Samonios Fest”, passando pelo “Honras ao Deus Baco” e culminando nesse “Paganus Festival”. Em cada um deles a nova produtora Underground procurou abrir espaço para as diversas ramificações dentro do Heavy Metal. Esse último, de 2016, veio com um segmento direcionado ao Death Metal, com espaço, ainda, para o Thrash, Grind e Black Metal.

Assim como os outros dois eventos da produtora, este também seria realizado no Burburinho Bar, mas houve uma mudança nas últimas semanas e decidiram mudar o local do evento para o Estelita Bar, local que vem recebendo a maioria dos eventos Underground, dando uma descentralizada dos eventos que ocorrem no Recife Antigo. Como já mencionei em outras resenhas, o Estelita é um local agradável, com muitas opções de comida e bebidas, mesmo com o preço um pouco salgado. O ambiente não foge dos padrões do Underground: palco baixo e espaço para cerca de 300 pessoas, mas tudo bem convidativo. O acesso só não é dos melhores para quem vem de outras cidades e não conhece bem o caótico trânsito de Recife. Mas para quem é da capital, a facilidade é enorme para encontrar o Estelita, inclusive para quem vai de ônibus, pois muitas linhas passam e param exatamente na frente do Estelita.

Para minha pessoa seria o último evento Underground do ano que teria a oportunidade de ver. Não poderia deixar de ir e representar o Recife Metal Law, até mesmo em razão de a produção haver credenciado o veículo em todos os seus três festivais. Aproveitei e convidei mais três bangers para podermos conferir o ‘fest’. Boa música rolando no som do carro, viagem tranquila até a capital, algumas voltas meio que perdidos até achar o Estelita e chegamos ao local minutos após o horário que estava programado para ter início os shows. A movimentação não era tão intensa na frente. Eu até estranhei, esperava bem mais “camisas pretas” no local, até mesmo em razão do ‘cast’ e da sempre bem cuidada produção da Paganus. Não demorei para entrar, até porque sempre quero ver todos os shows. No local vários stands de venda, com CDs, patches, camisetas... Uma pequena movimentação dentro, mais da produção e das bandas...

Apesar de as apresentações terem se iniciado cedo, o Krapula subiu ao palco uma hora depois do marcado para o início do evento. E não houve qualquer anúncio para o início do show. Sem muitos rodeios, a banda deu início a sua brutal apresentação. Brutal Death Metal sem enrolações. Vocais de Flaviano Soares condizentes com o estilo, urrados de forma extrema e instrumental bem violento, logo na música de abertura, “Decayed Hymen”. Mas o Krapula não fica só no extremismo e velocidade e isso foi notado com “Breaking Teeth”, que é uma música mais técnica, de andamentos pesados e marcados. A equalização sonora estava muito boa, deixando todo o instrumental bem nítido, inclusive as linhas de baixo de Bartô Fontes. Mesmo com o início do show após o horário marcado, o público não era dos maiores, mas quem estava presente fez questão de ficar perto do palco para conferir a apresentação dessa veterana banda. Veterana por ter surgido em 1992, mas após o lançamento da Demo “Breaking Teeth” (1998) fez uma longa pausa e só retornou às atividades em 2015. Achei bem interessante a mescla entre brutalidade, velocidade, peso e partes marcadas. O quarteto, que ainda conta com o guitarrista Graydson Romano e com o baterista Danilo Duca, mostrou segurança, tanto nas partes mais velozes, como nos momentos mais densos e cadenciados. Não houve muita comunicação nos 30 minutos de shows, apenas pura brutalidade Death Metal, como ouvido nas já citadas músicas e em “Mutilated Embryo” e “Obscene Lesbianism”. Entre as músicas próprias, ainda mandaram um cover para “Hammer Smashed Face” do Cannibal Corpse.

Tendo em vista que o show da primeira banda foi curto, era de se esperar que o ‘fest’, mesmo com seis bandas, não fosse tão longo, mas aí veio os intervalos entre uma banda e outra. Tais intervalos são interessantes, até mesmo para que o público possa tomar uma cerveja, trocar umas ideias, ver o merchandising disponibilizado... Mas comecei a notar que os intervalos começaram a ser longos entre uma banda e outra. Então...

30 minutos após o término do primeiro show, entra ao palco o Insaintfication. A banda baiana é que trazia a sonoridade mais diferente da noite, mesmo trazendo resquícios do Death Metal em seu empolgante Thrash Metal. A essa altura o público já era um pouco maior, mas não demasiadamente. Uma pena, porque quem não foi perdeu uma excelente apresentação e uma banda que realmente empolga – apesar da frieza do público – com sua música. Dando início com “Falling in Despair”, os baianos emanaram grande energia em palco, com boa movimentação e um instrumental ‘afiado’, coisa de quem sabe por qual terreno anda. Destaque para os riffs e solos de guitarras dos insanos Luciano Campos e Tony Assis. Se bem que o baixo de Fernando Costa (também vocalista) e a bateria de Daniel Beans, não ficam para trás e trazem ainda mais peso para o Thrash/Death Metal da banda. Antes de executarem “Back to Hell”, Fernando lembrou da primeira – e até aquele momento – única passagem da banda pelo Recife, ocorrida em 2010, abrindo para o Overkill. A sonorização continuava excelente, mesmo que alguns ‘vazamentos’ de microfonias surgissem aqui ou ali, porém nada que atrapalhasse. O ‘set list’ da banda foi baseado nas músicas de seu único disco de estúdio, “Diseased” (2007), mas abriram espaço para tocar “Blood Revenge”, nova música e que fará parte do próximo álbum. O som mantém as características do Insaintfication: rifferama desgarrada, partes que convidam ao bangin’ e para o mosh, sendo bem veloz, nervosa. “When Insanity Takes Control” foi emendada a “Cowards of War”, essa trazendo bem vinda influência do velho Slayer. Já “Time to Kill” é uma música marcada, para se bater cabeça mesmo e foi a última própria da noite, mas não a última a ser tocada, já que o fim veio com um cover para “Hail and Kill” do Manowar, com Tony iniciando os vocais e depois a banda imprimindo uma versão bem própria. 45 minutos de um show intenso e praticamente perfeito!

Terminado o segundo show da noite, mais outro grande intervalo para arrumar o palco, inclusive com troca de caixas, tom-tom e outras partes da bateria. Mesmo com a movimentação intensa por parte da equipe no palco, a demora foi longa, ainda mais que se teve que passar som para ver se deixava tudo bem audível, como vinha ocorrendo nos dois primeiros shows.

As 23h25 era chegada a hora de o Sodoma dar início ao seu show. O palco ficou com um visual bem carregado, com flâmulas dos dois lados, na bateria, de acordo com a temática lírica e sonoridade da banda. Os integrantes – Hate Devoro (baixo/vocal), Samidarish e Seth (guitarras) e Dagon (bateria) – também estavam com um visual bem carregado, com roupas em couro, com flâmulas, pinturas negras no rosto. Esse visual traz certo impacto, assim como sua musicalidade, hoje totalmente enveredada no Black Metal, mas sem deixar de lado algumas nuances do Death Metal. De início a audição do público foi prejudicada, já que nas duas primeiras músicas executadas, “Pesthereticanonica” e “7Strega”, havia muita microfonia. Talvez isso se deu em razão do som excessivamente alto. Mas isso não fez com que a banda diminuísse em brutalidade intensa, caótica, em meio a sinfonias Black Metal. As guitarras trazem acordes dissonantes, brutos, criando uma atmosfera gélida, sombria, mesmo com a velocidade que algumas músicas apresentaram. Atualmente o Sodoma vem trabalhando na divulgação de seu segundo álbum de estúdio, “Mutapestaminação”, e dele foram tocadas quase todas as músicas do ‘set’, como “Libertinos” e “Destrói Dei Verbum”. Algumas delas trazendo um lado mais trabalhado, mas sem deixar de ser sombria e maléfica. Em palco a banda impressiona por sua postura, bem profissional e horripilante, que ficou mais evidente por todo o aparato visual usado por seus integrantes, como mencionado logo no início. Ao fim de cada música e antes de dar início a música seguinte, numa espécie de ritual, a banda ficava de costas para o público. Bem interessante. Pena que a sonorização estava muito alta, saturando a sonorização. Um pouco mais baixa, e a sonorização teria ficado ideal, e tudo seria ouvido com mais definição. Mesmo assim, o público, mesmo pequeno, acompanhou de perto o show até o seu final.

Já se passava um pouco da meia-noite após o fim do terceiro show, mais uma parada para acertos no palco. Vale salientar que todas as bandas usaram a mesma aparelhagem sonora, mas não sei se as paradas eram para ajustes técnicos no som ou alguma outra coisa em palco. Essa nova parada durou cerca de quarenta minutos e, mesmo assim, antes de a próxima atração começar seu show, parecia que ainda faltava algo. A equipe de som da produção já mostrava certa impaciência...

A quarta atração da noite a adentrar ao palco foi o Poisonous, que surgiu das cinzas do Impetuous Rage, trazendo da antiga banda apenas o baterista Alex Rocha. Uma ‘intro’, que teve que ser reiniciada, anunciou o show dos baianos, e “Unmerciful Coronation” apresentou ao público presente um primitivo, arcaico, Death Metal. Mais bem regulado e não tão alto, o som saia bem definido, sem saturar, mesmo que em alguns momentos algumas microfonias aparecessem, mas sem atrapalhar o bom andamento do show. O vocalista Alexandre “DisgraceDeath” Nunes tem um vocal cavernoso, do jeito que o estilo proposto pelo Poisonous pede. Músicas como “Darkness Reigns Supreme” e “Subterranean Rules” se alternavam entre momentos de maior rispidez, com destaque para os destruidores riffs de guitarra de Israel Ferrão, com andamentos em meio tempo, densos, pesados. Contando com apenas um guitarrista, a missão de deixar o som preenchido o tempo todo era do baixista Michael Morbid Baculum, que acompanhava de perto as linhas bem executadas de bateria de Alex. Alexandre externou sua satisfação em estar tocando em palcos pernambucanos em suas palavras de agradecimento, tanto ao público como a produção do festival. Como nos shows anteriores, o público não foi de agitar, mas de prestar atenção ao show. Notei, ainda, que o ‘set’ do Poisonous – talvez em razão do horário e por ainda ter duas bandas para tocar – foi encurtado, sendo encerrado com a música “Under the Blessing of Death”, música que é uma espécie de síntese da sonoridade praticada pela banda, alternando partes trabalhadas com andamentos velozes. Ao todo o ‘set’ do Poisonous somou 35 minutos de show.

O cansaço já era notório no semblante de alguns e alguns outros já estavam deixando o local, mesmo sabendo que havia duas bandas a se apresentar ainda. Felizmente o penúltimo intervalo não foi tão longo, um pouco mais de vinte minutos. Ainda bem...

Indo direto ao assunto, o Siege of Hate ou simplesmente S.O.H., deu início ao seu show. E, meus amigos, o que emanou nos falantes foi Grindcore em estado puro (ou seria bruto?)! Tudo bem, se nota influência aqui e ali do Death Metal, mas o Grindcore é a base para a sonoridade da banda. Até mesmo algo daquele Hardcore que o Sepultura fez em “Biotech Is Godzilla” foi ouvido na primeira música do show, “Grinding Ages”. Em se tratando de uma banda com musicalidade tão bruta, era necessária que a sonorização estivesse bem equalizada e, apesar de algumas microfonias que teimavam em aparecer, felizmente o som estava muito bom. O trio, que é formado por Bruno Gabai (vocal/guitarra), George Frizzo (baixo) e Saulo Oliveira (bateria), apenas se preocupou em destilar o mais caótico, veloz e devastador Grindcore/Death Metal em sopapos como “Brave New Civil War” e “Chatarsis”. Bruno se mostrou bem comunicativo, agradecendo aos presentes e anunciando cada música que era tocado no voraz ‘set list’. Não havia qualquer tipo de concessão. Era porrada atrás de porrada, sem qualquer dó. Foi um show violento para quem gosta de uma apresentação violenta. Saulo tocou de uma forma impressionante, com uma velocidade desenfreada, mesmo assim bem técnica e sem erros. As linhas de baixo de George, bem distorcidas, foram essenciais para deixar o som bem denso. E atendendo a pedido de Bruno, até uma pequena roda de mosh foi formada em “The World I Never Knew”. Já “Forthcoming Holocaust” tem um título que define bem o que é essa música. Praticamente não houve intervalo entre as músicas. Foi um ‘set’ que contou com 22 músicas, mas que durou cerca de 50 minutos. Ainda houve espaço para um cover violento: “Infernal Death” do Death, que foi seguido por “U.S.A.” e “Misleaders”. Um final totalmente caótico, como foi todo o show do S.O.H.. Simplesmente um show perfeito para os amantes do Grindcore!

O último intervalo da noite foi o mais rápido. Demorou apenas 15 minutos. Mesmo assim muitos não esperaram para ver a última apresentação da noite e o público, que já não era dos maiores, diminuiu drasticamente.

Mas certamente aqueles que esperaram até o fim para ver o primeiro show da novata Sepulchral Whore em nenhum momento se arrependeram. Após uma breve ‘intro’ mandaram “Malicious Conflagration”, música que mostra uma banda transitando entre o velho Death/Thrash Metal. Ao passo que o show ia passando e as músicas iam sendo apresentadas era possível notar influências do velho Slayer, algo de Sodom... As influências vinham da velha escola. “Wondering Into Wounds” é um Death Metal nos velhos moldes, com os vocais de Necrospinal (também baixo) lembrando bastante o de Tom Warrior, até mesmo porque Celtic Frost é uma latente influência do trio, que é complementado por Nyarlathotep IV (guitarra) e C. Le Sorcier (bateria). Mesmo sendo possível notar as influências na sonoridade do Sepulchral Whore, e tais influências sendo advindas da ‘velha escola’, toda a parte instrumental da banda é bem construída, com o trio mostrando segurança e entrosamento em palco. Apesar de ser um primeiro show, os músicos já tem experiência em palco, já que tocaram em outras bandas do Underground pernambucano. Sem qualquer trabalho lançado, o ‘set’ foi baseado em músicas que farão parte do EP de estreia, prometido para o início de 2017. Foi um show sem erros, seguro, sem nervosismo por parte dos músicos e que agradou quem ficou até o fim para conferir. Entre as músicas próprias (algumas delas com riffs na linha do mestre Tony Iommi) ainda executaram um cover de umas de suas influências: Sodom, “Sodomy and Lust”. Mas uma boa promessa do Underground de Pernambuco.

A trinca de eventos feitos pela Paganus Prod., em se falando de organização e bandas apresentadas, foi um total sucesso. Tudo bem que esse último evento teve o problema dos longos intervalos e um número maior de bandas (os dois eventos anteriores contaram com quatro bandas, cada), mas a produção fez tudo de forma correta, cuidando dos detalhes para apresentar ao público o melhor, trabalhando com profissionalismo num meio onde muita coisa é feita “nas coxas”. Pena que em nenhum dos eventos, mesmo com a qualidade das bandas e preocupação da produção em dar o melhor ao público, este não compareceu em bom número. Mas, levando em conta que a produtora se esforçou bastante fazer tudo da forma mais profissional possível, é de se esperar que nos apresente algumas surpresas para 2017...
 
 
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