Royal Rage: colecionando excelentes ‘reviews’ na imprensa europeia
Lançado em junho/2024, o segundo álbum do Royal Rage, “Evolve”, tem se destacado mundialmente através de inúmeras resenhas na imprensa especializada. Com distribuição através da gravadora letã Sliptrick Records, o quarteto curitibano aos poucos conquista o velho continente e se prepara para sua primeira turnê por aquelas paragens, com início no final de novembro e seguindo através de 14 datas que os ocuparão na primeira semana de dezembro, como parte do Motorcultor Festival, ao lado dos israelenses do Orphaned Land. Em 19 de novembro a banda tocará com a Crypta em Curitiba, com maiores informações a serem divulgadas em breve.
“Evolve” apresenta treze faixas, onde algumas delas já eram conhecidas do público desde 2020, porém, com a pandemia, todo o processo de produção sofreu um atraso considerável. Com o lançamento pela Sliptrick Records, esta espera acabou e os fãs de Thrash Metal podem respirar aliviados. Produzido pelo próprio guitarrista e vocalista Pedro Ferreira no Armageddon Studio, em Curitiba/PR e mixagem assinada por Adair Daufembach, “Evolve” tem obtivo excelentes resenhas na mídia europeia.
O Antichrist Magazine (clique aqui), através do redator Stanley Hatt, destacou que “musicalmente, ‘Evolve’ é um Thrash Metal clássico misturado com Speed Metal, altamente influenciado por Exodus e Testament. Na verdade, se você está procurando por um Thrash Metal tradicional dos velhos tempos, vai achar ‘Evolve’ interessante”, e cita ainda a técnica dos músicos e sua arte visual, onde “as partes de guitarra são furiosas, com mudanças de ritmo e passagens realmente cativantes, as linhas de baixo são consistentes, a bateria é destrutiva e os vocais estão cheios de fúria! Algumas faixas têm uma pegada mais marcial, outras são apenas furiosas, e, em qualquer caso, cada faixa te faz querer bater cabeça. A arte do álbum e o logotipo da banda também remetem aos discos clássicos de Thrash Metal”.
Da mesma forma, o redator Björn Backes, do site Power Metal (clique aqui), traz à luz algumas influências do grupo, dentre outras características que envolvem as músicas: “Apesar de o motivadíssimo quarteto ainda se manter predominantemente em um ritmo médio e raramente se aventurar em ofensivas rápidas (como em ‘Disease And Decadence’), conseguem distribuir boas pancadas mesmo sem esses surtos de velocidade. ‘Virtual Hell’ e ‘Cheap Addiction’ trazem inserções melódicas e soam como uma mistura de Brainstorm e Megadeth, mas também têm argumentos sólidos”. Backes finaliza: “o Royal Rage ataca com bastante agressividade nas 13 faixas, acertando em cheio com grooves que lembram Forbidden, Anthrax e alguns mais afinados com o Sabbath”.
Por fim, o site Scream Blast Repeat (clique aqui), apesar de apontar algumas observações sobre a duração das faixas, não poupou elogios ao trabalho: “Como uma banda de Thrash Metal coesa, o Royal Rage merece os maiores elogios. A faixa-título fornece adrenalina à la Metallica de 1988, com uma produção afiada que permite que as guitarras dominem como um tubarão no alto-mar, com um grupo de sobreviventes de ferry à disposição para devorar. Pedro Ferreira chega ao microfone como um homem com estilhaços no estômago e uma mochila pesada nas costas. Esse é o Thrash Metal clássico, com ênfase no ritmo e na excitação do conflito para te prender. Eles até nos brindam com um solo de baixo complexo entre as trocas de solos de guitarra”.
Há mais detalhes a serem analisados em “Evolve”, segundo o Scream Blast Repeat: “O melhor do Thrash Metal é sua capacidade de evitar a monotonia, ao contrário de seu primo Death Metal. ‘Into the Abyss’ é carregada nos ritmos esmagadores à la Slayer, com foco em vocais raivosos, em vez do canto afinado de Tom Araya. Bata a cabeça, seu filho da mãe. As cordas abertas da guitarra fluem como um oleoduto sob ameaça de sabotagem. Movimentos precisos com palm-muted, acordes médios cortantes e vocais heroicos e claros fazem com que a música seja fácil de acompanhar. E, claro, faixas como ‘Virtual Hell’ nos lembram que guitarras replicando metralhadoras são sempre bem-vindas. Ouça a ação brutal da palheta na seção intermediária de ‘Cheap Addiction’, onde as cordas da guitarra arranham como as garras de uma pantera contra a madeira”.